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Moraes pede à PF informações sobre ruído do ar-condicionado após reclamação de Bolsonaro

Defesa alegou que ruído do ar-condicionado está prejudicando a saúde e repouso do ex-presidente

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre de Moraes solicita informações à Polícia Federal sobre o ar-condicionado na cela de Jair Bolsonaro.
  • A defesa alega que o ruído do aparelho compromete a saúde e o repouso do ex-presidente.
  • Moraes pede a resposta da PF em cinco dias e nega o pedido de prisão domiciliar formulado pelos advogados de Bolsonaro.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento em trama golpista, após cirurgia recente e internação hospitalar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bolsonaro está preso na Superintendência da PF em Brasília Valter Campanato/Agência Brasil - 22/11/2025

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu para que a Polícia Federal preste informações sobre as alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o ar-condicionado na cela onde cumpre pena. Segundo os advogados, devido ao barulho do aparelho o “ambiente atualmente disponibilizado não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde” de Bolsonaro.

No despacho desta segunda-feira (5), Moraes pede que a PF forneça informações sobre a queixa no prazo de cinco dias. A defesa pede que os responsáveis pela custódia “adotem, com brevidade, as providências técnicas necessárias à correção do problema descrito — seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente —, garantindo-se ao custodiado condições adequadas de repouso e permanência no local”.


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Bolsonaro voltou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília na quinta-feira (1°), após internação em um hospital particular. No último dia 25, Bolsonaro passou por uma cirurgia para corrigir uma hérnia na virilha. Durante o tempo no hospital, os médicos aproveitaram para fazer dois procedimentos para ajudar o ex-presidente com as crises de soluço.

Os advogados do ex-presidente chegaram a pedir que ele fosse para a prisão domiciliar após a alta médica. O pedido, no entanto, foi mais uma vez negado por Moraes. Segundo o ministro, a defesa não trouxe os motivos determinantes para o pedido.


Moraes afirmou que não há requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar humanitária. O ministro ressaltou que, diferentemente do que alegou a defesa, os documentos médicos indicam melhora no quadro clínico de Bolsonaro após a realização de cirurgias eletivas, sem agravamento do estado de saúde.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, além do pagamento de 124 dias-multa.

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