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Risco de morte violenta é 49% maior para negros do que para brancos em condições sociais idênticas, indica estudo

Pesquisa mostra que homens jovens, solteiros e com baixa escolaridade são o principal perfil das vítimas de violência no Brasil

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A população negra tem 49% mais risco de morrer violentamente em comparação à branca em condições sociais semelhantes.
  • Estudo da Universidade de São Paulo analisou dados de mortalidade e constatou que homens jovens, solteiros e com baixa escolaridade são as principais vítimas.
  • O Nordeste é a região com as maiores taxas de homicídio, enquanto Sul e Sudeste apresentam índices menores.
  • 76% dos assassinatos no Brasil em 2023 foram de pessoas negras, com mulheres negras representando 68,2% dos óbitos entre o sexo feminino.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo constata: há uma 'seletividade de homicídio por cor, pois resta pouco para explicar essas mortes' Tânia Rêgo/Agência Brasil - 08.03.2024

A população negra brasileira tem um risco 49% maior de morrer de forma violenta do que a população branca. É o que mostra um estudo publicado nesta sexta-feira (23) na revista Ciência & Saúde Coletiva. A comparação foi feita entre pessoas que têm as mesmas condições sociais, como escolaridade, idade, sexo e local de moradia. “Trata-se de seletividade de homicídio por cor, pois resta pouco para explicar essas mortes”, conclui a pesquisa.

O estudo, liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, mostrou que o perfil das vítimas de crimes violentos no Brasil permanece predominantemente composto por homens jovens, solteiros e com baixa escolaridade formal.


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Para chegar ao resultado, os pesquisadores usaram dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde e do Censo 2022. Usando técnicas de geoestatísticas, eles conseguiram analisar brancos e negros sob condições sociais e demográficas idênticas.

Além do achado sobre a maior probabilidade de negros morrerem de forma violenta, o estudo destaca que o Nordeste é a região mais afetada por altas taxas de homicídio, enquanto partes do Sul e Sudeste concentram os municípios com menores índices.


Segundo o professor Rildo Pinto da Silva, líder da pesquisa, o estudo pode ajudar o Estado a tomar decisões mais assertivas sobre políticas públicas. “Essa visão multidisciplinar visa aprimorar as políticas públicas, permitindo que o Estado direcione recursos de forma mais precisa e técnica para as regiões e populações onde a seletividade racial e a violência são mais críticas”, ressalta.

Negros são a maioria das vítimas

O Atlas da Violência de 2025 revela que 76% dos assassinatos no Brasil foram contra pessoas pretas e pardas em 2023. No ano, um cidadão negro tinha 2,7 vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que um não negro.


No caso das mulheres, o atlas aponta um crescimento de 2,5% nos assassinatos, indo na contramão da tendência geral. As negras representam a maior parte das vítimas: 68,2% dos homicídios registrados em 2023 foram de mulheres pretas e pardas.

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