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Mortes violentas caem 8,2% no país em 2025; feminicídios aumentam 4%

Segundo levantamento, o índice geral de assassinatos é o menor desde 2012 e fica abaixo de 20 por 100 mil habitantes pela 1ª vez

Cidades|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou uma queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil em 2025, atingindo 19,1 casos por 100 mil habitantes.
  • Apesar da redução geral, os feminicídios aumentaram 4%, com 1.571 mulheres vítimas, representando uma taxa de 1,4 por 100 mil mulheres.
  • Sete estados, incluindo Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, registraram aumento nas taxas de MVI, enquanto outros, como Amazonas e Rio Grande do Sul, apresentaram reduções significativas.
  • As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente.

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Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero, mostra anuário Divulgação/ Agência Brasil - Arquivo

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de MVI (mortes violentas intencionais) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 casos por 100 mil habitantes em 2025 — uma diminuição de 8,2%.

Este é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado, ante 44.127 em 2024.


A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais ou de policiais em serviço e folga.

Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país — em 2012, o índice era de 27,7.


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No último ano, registraram recuo os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesões corporais seguidas de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.

Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da Federação registraram alta: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).


Os demais estados apresentaram reduções: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%).

Feminicídios

Em 2025, os registros do anuário mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero — o maior percentual desde a tipificação do feminicídio no Código Penal, em 2015.


Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).

As tentativas de feminicídio também cresceram em 2025. Foram 4.189 sobreviventes, um aumento de 5,9% frente a 2024 — ou seja, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas.

Considerando os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram as menores taxas de violência letal de gênero.

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