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R7 Brasília

MP solicita cães farejadores no sistema socioeducativo do DF

Ação do Ministério Público busca parceria com BPCães para inibir a entrada de drogas e itens proibidos nas unidades de internação 

Brasília|Priscila Mendes, do R7, em Brasília

A proposta do MPDFT é utilizar a estrutura do Batalhão de Cães (BPCães) da Polícia Militar
A proposta do MPDFT é utilizar a estrutura do Batalhão de Cães (BPCães) da Polícia Militar

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública, na última terça-feira (26), solicitando à Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus/DF) uma parceria com a Batalhão de Cães (BPCães) da Polícia Militar. O objetivo é que cães farejadores sejam usados no sistema socioeducativo para para coibir a entrada de substâncias entorpecentes nas unidades, já que o uso de scanners não tem sido suficiente para barrar os itens proibidos, segundo o MP.

O pedido principal da ação é usar a estrutura do BPCães de forma sistemática nas unidades de internação e semiliberdade. Mas, se não for possível firmar a cooperação, já há uma ação subsidiária para que seja criada uma unidade canina própria, instalada dentro do sistema socioeducativo.

"Por questões de racionalidade e economia de dinheiro público, o ideal seria que a sentença do Judiciário determinasse a parceria entre os dois", informou a nota da Promotoria de Execução de Medidas Socioeducativas. 

As unidades de internação no DF têm, em média, 862 adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas. De acordo com a promotoria, muitos deles se envolvem em ocorrências que envolvem tráfico de drogas e posse de objetos proibidos como cigarros, pendrives e aparelhos celulares.


Para garantir a segurança do sistema, a estrutura do BPCães seria fundamental no combate ao narcotráfico dentro e nos arredores das unidades. De acordo com o Ministério Público, isso só será possível se houver previsão e/ou reserva orçamentária do Fundo da Criança e do Adolescente do DF, usado especificamente para essa finalidade.

Se o projeto sair do papel, o DF será primeiro no país a fazer uso desse recurso nos sistemas socioeducativos, embora já exista uma ação em fase de implementação no Rio de Janeiro. 

Em nota, o Ministério Público reforçou ainda que “os cães não teriam contato com adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, mas apenas farejariam ambientes e pertences”.

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