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‘O cidadão que sai escondido é porque deve’, diz Lula sobre Flávio Bolsonaro

Presidente criticou ida do senador aos Estados Unidos, defendeu a democracia brasileira e afirmou lamentar que adversário tenha deixado o país

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília, e Vanessa Lima, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula criticou a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, chamando-a de "vergonhosa" e sugerindo que ele deveria enfrentar os processos judiciais no Brasil.
  • O presidente relembrou sua própria trajetória judicial, afirmando que enfrentou investigações para provar sua inocência e destacou que "quem não deve não teme".
  • Lula acusou Flávio de mentir durante a campanha eleitoral e de não ter compromisso com a verdade, lamentando a situação dos eleitores do senador.
  • Após a viagem de Flávio, parlamentares do PT solicitaram ao STF sua prisão preventiva e a inclusão de seu nome na lista de alerta vermelho da Interpol.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula diz que senador deveria ficar no Brasil para responder a acusações Ricardo Stuckert- 23.10.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos e disse que esse foi um ato “vergonhoso” por parte do parlamentar.

Durante um evento no Palácio da Alvorada para celebrar seus 81 anos, Lula afirmou que o adversário dele na eleição presidencial deveria permanecer no Brasil para responder aos processos que enfrenta na Justiça.

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“Um cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa. Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque poderia ficar aqui e provar que as acusações não são verdadeiras”, disse. “Que culpa tem na consciência um cidadão que, acabada a eleição, foge do seu país?”, acrescentou Lula.

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O presidente também relembrou episódios de sua trajetória política e disse que permaneceu no país, mesmo diante de dificuldades judiciais. Lula disse que, quando foi alvo de investigações, decidiu enfrentar os processos e buscar o reconhecimento de sua inocência.

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“Eu tive muitos convites para sair do Brasil e me entreguei à Polícia Federal porque queria provar a minha inocência. Quem não deve não teme”, ressaltou.

Críticas ao adversário

Em outro trecho do discurso, o presidente reeleito acusou Flávio de mentir para a população. Lula lembrou que, durante a campanha, tentou convencer o adversário a apresentar documentos à Justiça Eleitoral para abrir os próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico.

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“Eu tentei fazer com que ele provasse que é honesto, entregando a minha papelada toda na Justiça Eleitoral. Ele não entregou, numa demonstração de que esse cidadão, ele foi a figura mais mentirosa que eu já vi no planeta Terra. Ele não tem nenhum compromisso com a verdade. É impressionante a desfaçatez dele, porque, quando ele está mentindo, ele não está desrespeitando a gente que está no debate. Ele está desrespeitando as pessoas que estão em casa. E esse ato de sair do Brasil é vergonhoso”, afirmou.

Lula ainda criticou a postura do senador em relação aos Estados Unidos. “A primeira pátria dele é lamber bota dos EUA”, declarou.

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Ao defender a liberdade política no Brasil, o presidente afirmou que o ambiente democrático permitiu que seu adversário disputasse as eleições, apesar das críticas que faz a ele. Lula também disse lamentar a situação dos eleitores que apoiaram o senador.

Flávio Bolsonaro nos EUA

Flávio viajou nesta terça-feira para os Estados Unidos, onde o Departamento de Estado concederá vistos a ele e sua família para que possam entrar no país.

Nas primeiras horas desta terça-feira, o paradeiro de Flávio era desconhecido após circularem informações de que ele teria pedido asilo na Argentina, algo negado pelas autoridades do país.

Uma fonte brasileira próxima a Bolsonaro afirmou que o político temia ser preso no Brasil, onde é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Após a viagem, parlamentares do PT solicitaram ao STF a prisão preventiva do senador e, caso seja expedido um mandado, a inclusão de seu nome na lista de alerta vermelho da Interpol. O pedido depende de análise judicial.

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