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OAB-SP envia para o STF proposta de código de ética digital a ministros

Iniciativa sugere regras de comportamento nas redes e transparência sobre participações societárias dos membros da corte

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A OAB-SP propôs um Código de Ética Digital ao STF para os ministros.
  • As diretrizes incluem proibições de comentários sobre processos e divulgações de informações sigilosas.
  • Sugere-se maior transparência na distribuição de processos, com critérios objetivos e mudanças formais.
  • Ministros devem declarar participações societárias e se abster de atuar em processos com interesses econômicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Texto propõe cautela em interações digitais para preservar a imparcialidade dos ministros Carlos Huberto/SCO/STF

A seccional de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, uma proposta de Código de Ética Digital para a corte.

O código traz diretrizes para a postura dos ministros no ambiente digital, como o impedimento de comentarem processos que podem vir a julgar, o veto à divulgação de informações internas ou sigilosas, além de “interações digitais” que comprometam sua imparcialidade.


A proposta também sugere que a distribuição de processos entre os ministros deve seguir “critérios objetivos e previamente estabelecidos” e que qualquer alteração nos sistemas ou regras de distribuição de processos deve passar por um procedimento formal. Hoje, não há transparência sobre os algoritmos do sistema que sorteia os relatores dos processos.

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Outra proposta é que os ministros declarem publicamente suas participações societárias, incluindo cônjuge e parentes de primeiro grau, e que sejam proibidos de atuar em processos que envolvam entidades nas quais possuam interesse econômico.


O documento foi elaborado pela Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da OAB-SP em complemento à proposta de código de conduta enviada ao Supremo em janeiro.

A comissão é composta por ex-ministros do Supremo, como Ellen Gracie e Cezar Peluso, pelos ex-ministros da Justiça Miguel Reale Jr. e José Eduardo Cardozo, entre outros especialistas.


A adoção de um código de conduta para o Supremo é uma das prioridades de Fachin na sua gestão à frente da corte, mas a ideia enfrenta resistências internas. O debate ganhou força após surgirem indícios de possíveis conflitos de interesse envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o Banco Master.

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