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Obra do túnel Santos-Guarujá deve começar no fim do ano, diz ministro de Portos e Aeroportos

Grupo português venceu leilão e ficará responsável por túnel; a obra deve gerar cinco mil empregos diretos

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Obra do túnel Santos-Guarujá deve começar no final deste ano.
  • Grupo português Mota-Engil venceu o leilão e será responsável pela construção.
  • Estimativa de criação de cinco mil empregos diretos e redução do tempo de viagem entre as cidades.
  • Governos Federal e de São Paulo colaborarão em futuras obras no litoral, com garantia de moradia para afetados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro prevê início das obras até o fim do ano Eduardo Oliveira/MPO - 05.09.2025

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que as obras de construção do túnel que vai ligar as cidades litorâneas de Santos e Guarujá devem ser iniciadas no final deste ano. O grupo português Mota-Engil venceu nesta sexta-feira (5) o leilão para a construção da obra.

Segundo o ministro, que participou do leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a obra deve gerar cinco mil empregos diretos e “mudar completamente a radiografia da mobilidade urbana na Baixada Santista”.


“Como vocês sabem, hoje o cidadão, para sair de Santos e ir para o Guarujá, demora entre 45 minutos a 1h15 em média. E agora, com o túnel pronto, vai demorar entre 3 ou 5 minutos para fazer esse trajeto. Isso vai ampliar a logística das operações, vai fortalecer o turismo de negócios e o turismo de lazer”, destacou o ministro.

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Costa Filho disse que o governo federal também tem dialogado com o governo de São Paulo para realizar, em breve, outro leilão destinado a obras no litoral paulista: do Porto de São Sebastião. A previsão, conforme o ministro, é que ocorra no primeiro trimestre de 2026.


Durante o leilão, autoridades dos governos federal e paulista destacaram a parceria para a construção do túnel, que terá aporte público dividido entre os entes federativos.

No entanto, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a proposta do governo de São Paulo de privatizar o Porto de Santos.


“Só estamos aqui porque o Porto [de Santos] não foi privatizado, porque isso estava no programa de privatização. Mas o que está viabilizando [essa obra do túnel] é a Autoridade Portuária, que está viabilizando a execução importantíssima dessa obra com a participação por parceria público-privada”, disse Alckmin.

A Autoridade Portuária é um órgão público, responsável pela gestão, administração e fiscalização de um porto e suas operações.


O ministro Márcio França, do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, explicou que os recursos serão provenientes da própria Autoridade Portuária, e não da União.

Já Tarcísio de Freitas disse, sem responder às críticas, que as questões políticas deveriam ser deixadas de lado, em prol dos “interesses do cidadão”. “Acho que a gente está dando um exemplo. Acho que a gente tem que celebrar mesmo no dia de hoje aquilo que está acontecendo”, disse, acrescentando que o projeto de construção do túnel estava em estudos há mais de 100 anos.

Conhecido por sempre bater o martelo com muita força durante os leilões na B3, Tarcísio repetiu o gesto no certame ocorrido hoje. Quando foi bater o martelo, Alckmin fez uma brincadeira e disse que não faria da mesma forma que o governador. “Eu, como sou anestesista, a mão tem que ser cuidadosa, não pode ser na força”, brincou, arrancando risos dos presentes.

Protesto de moradores

Durante o certame, moradores de uma comunidade de Santos fizeram um protesto do lado de fora e disseram estar preocupados com possíveis desapropriações para a construção do túnel.

Sobre o tema, o governador Tarcísio disse que o governo tem mantido diálogo com os moradores que serão afetados pela obra. “Os moradores não serão abandonados”, afirmou, ressaltando que o contrato prevê oferta de opções de moradia aos afetados.

“Ninguém vai ter uma casa pior, só vai ter uma casa igual, melhor, na mesma cidade, isso está garantido”.

Quando as obras do túnel Santos-Guarujá devem começar?

As obras de construção do túnel que ligará as cidades de Santos e Guarujá devem ser iniciadas no final deste ano, segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Quem venceu o leilão para a construção do túnel?

O grupo português Mota-Engil venceu o leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) para a construção do túnel.

Quantos empregos a obra deve gerar?

A obra deve gerar cinco mil empregos diretos, conforme informado pelo ministro.

Qual será o impacto do túnel na mobilidade urbana?

O ministro destacou que o túnel deve reduzir o tempo de viagem entre Santos e Guarujá de 45 minutos a 1h15 para apenas 3 a 5 minutos, melhorando a logística e fortalecendo o turismo na região.

O que foi discutido sobre o Porto de São Sebastião?

O governo federal está dialogando com o governo de São Paulo para realizar um leilão destinado a obras no litoral paulista, incluindo o Porto de São Sebastião, previsto para o primeiro trimestre de 2026.

Qual foi a crítica feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin?

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a proposta do governo de São Paulo de privatizar o Porto de Santos, afirmando que a viabilidade da obra do túnel depende da Autoridade Portuária, que é um órgão público.

De onde virão os recursos para a obra?

Os recursos para a obra virão da própria Autoridade Portuária e não da União, conforme explicado pelo ministro Márcio França.

Qual foi a posição de Tarcísio de Freitas sobre as críticas políticas?

Tarcísio de Freitas pediu que as questões políticas fossem deixadas de lado em prol dos interesses dos cidadãos, ressaltando que o projeto do túnel estava em estudos há mais de 100 anos.

Houve protestos durante o leilão?

Sim, moradores de uma comunidade de Santos protestaram do lado de fora do leilão, expressando preocupação com possíveis desapropriações para a construção do túnel.

Como o governo está lidando com os moradores afetados pela obra?

O governador Tarcísio afirmou que o governo está dialogando com os moradores afetados e garantiu que ninguém será abandonado, oferecendo opções de moradia iguais ou melhores na mesma cidade.

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