Brasília Operação da PF investiga grupo suspeito de receber R$ 14 milhões com venda irregular de lotes no DF

Operação da PF investiga grupo suspeito de receber R$ 14 milhões com venda irregular de lotes no DF

Agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão; criminosos teriam comercializado mais de 60 lotes em Vicente Pires

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Operadores táticos do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal

Operadores táticos do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal

Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (9) a Operação Elo Falso, que investiga crimes de parcelamento irregular do solo, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Vicente Pires, no Distrito Federal. Os crimes teriam ocorrido entre 2014 e 2019. Segundo a Polícia Federal, neste período, a organização criminosa teria comercializado mais de 60 lotes na região e movimentado cerca de R$ 14 milhões.

São cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências e empresas ligadas aos investigados, inclusive em um shopping localizado em Taguatinga (DF). Cerca de 50 policiais federais participam da operação, que conta também com uma equipe de operadores táticos do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal no DF.    

Elo Falso

O nome da operação é uma referência à atuação da organização criminosa por meio de falsos contratos de cessão de direitos de posse dos lotes em nome de terceiros. De acordo com a PF, esses contratos, em nome de “laranjas”, dariam aparência de legalidade às transações e criavam um “elo falso” entre os loteadores ilegais e os compradores dos imóveis, o que dificultaria as investigações.

Crimes

Os suspeitos podem responder por crimes contra a administração pública, uso de documento falso, falsidade ideológica, crime ambiental e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem passar de 30 anos. Os compradores dos imóveis também podem responder civil e criminalmente, além do risco de terem as casas demolidas.

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