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Operação que mira Banco Master aponta núcleos de atuação do grupo de Vorcaro; entenda

Banqueiro é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema bilionário de fraudes financeiras

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
  • A operação investiga fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
  • O esquema criminoso inclui quatro núcleos principais e uma estrutura de vigilância chamada "A Turma", que intimida críticos.
  • A defesa de Vorcaro nega as acusações e afirma que ele colabora com as investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Banqueiro é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema bilionário de fraudes financeiras Divulgação/Banco Master

O relatório da Polícia Federal que embasou nova fase da Operação Compliance Zero, aponta que o esquema liderado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresenta quatro núcleos principais de atuação:

  • Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
  • Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
  • Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
  • Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

Vorcaro foi preso pela PF nesta terceira fase da operação, na manhã desta quarta-feira (4), em São Paulo.


Outros três mandados de prisão preventiva foram cumpridos, tendo como alvos: Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro; Luiz Phillipi Mourão, empresário da área automobilística; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.

As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.


A reportagem apurou que o Vorcaro teria sido preso devido a ameaças e hackeamento de celulares, em tentativa de obstruir as investigações.

Defesas

Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e que colabora “de forma transparente com as investigações desde o início”. Além disso, os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e disseram confiar que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade da conduta” do empresário.


Já os advogados de Zettel afirmaram que ele já se entregou às autoridades. “Tendo tomado conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, a defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades.”, declararam.

O R7 tenta contato com a defesa dos demais investigados.

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