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Oposição promete derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Senadores e deputados criticam decisão do presidente e se mobilizam para revertê-la na primeira sessão conjunta após recesso

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamentares de oposição criticam veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria.
  • Sóstenes Cavalcante afirma que a oposição busca reverter a decisão na primeira sessão conjunta do Congresso.
  • Senador Hamilton Mourão destaca que o veto ignora a vontade de uma ampla maioria do Legislativo.
  • Deputada Carol De Toni solicita sessão extraordinária para análise imediata do veto, levantando questões constitucionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Oposição considera desproporcionais as penas aplicadas aos envolvidos no 8 de Janeiro Marcelo Camargo/Agência Brasil - 08.01.2023

Parlamentares de oposição reagiram nesta quinta-feira (08) ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, que alterava critérios para a fixação de penas e poderia reduzir condenações impostas a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Senadores e deputados afirmaram que vão articular a derrubada do veto no Congresso Nacional e classificaram a decisão como política.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o veto já era esperado e disse que a oposição trabalha para revertê-lo na primeira sessão conjunta do Congresso. Segundo ele, há diálogo com partidos de centro para formar maioria.

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“O veto já estava no radar. Vamos, junto com líderes do centro, construir um acordo para derrubar essa decisão e restabelecer a vontade do Congresso”, declarou.

No Senado, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou o que chamou de postura revanchista do presidente. Para ele, o veto ignora uma decisão tomada por ampla maioria do Legislativo.

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“Ao vetar integralmente o projeto, o presidente demonstra falta de espírito conciliador e desconsidera a vontade de parcela significativa do Congresso e da sociedade”, avaliou. Mourão disse ainda que atuará para que o veto seja derrubado.

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O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, também se manifestou contra a decisão presidencial. Em nota, o senador afirmou que o governo se recusa a discutir qualquer revisão de penas relacionadas ao 8 de janeiro, mesmo diante de críticas sobre proporcionalidade das condenações.

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Já Rogério Marinho, líder do PL no Senado pontuou que o discurso de defesa da democracia estaria sendo utilizado como instrumento de enfrentamento político. “Democracia se defende com lei, equilíbrio e reconciliação, não com arbitrariedade”, escreveu.

Sessão extraordinária

Na Câmara, a deputada Carol De Toni (PL-SC) protocolou um requerimento solicitando a convocação de uma sessão extraordinária do Congresso Nacional para análise imediata do veto presidencial. O pedido se baseia no artigo 57 da Constituição, que autoriza a convocação em casos de urgência ou relevante interesse público.

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No documento, a parlamentar argumentou que há questionamentos constitucionais nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, como ausência de individualização de condutas, restrições ao direito de defesa e aplicação de penas consideradas desproporcionais. Segundo ela, o projeto vetado representava uma correção pontual no sistema penal, e não uma anistia ampla.

A deputada também sustentou que o veto não se apoia em fundamentos técnicos, mas em motivação política, o que, segundo ela, justificaria a atuação do Congresso para reverter a decisão do Executivo.

Para ser derrubado, é necessário o voto da maioria absoluta do Congresso Nacional. Até lá, o tema deve seguir mobilizando a oposição e ampliando o debate sobre penas, garantias constitucionais e os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro.

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