PF abre inquérito sobre possível gestão fraudulenta no BRB
Instituição investiga possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito envolvendo o BRB e o Banco Master
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília, e Natália Martins, da RECORD, em Brasília
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A Polícia Federal abriu um inquérito sobre uma possível gestão fraudulenta no BRB (Banco de Brasília), instituição pública investigada por tentar comprar o Banco Master. O processo foi autorizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e o caso foi encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República).
O caso investiga possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito envolvendo o BRB e o Banco Master, com possíveis crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Em nota, o BRB informou que encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria forense contratada pelo banco junto à Machado & Meyer com suporte técnico da Kroll.
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O banco informou que entregou o relatório à PF a fim de “confirmar eventuais atos ilícitos”.
“Dando resposta ao quanto constatado na investigação independente, e com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco”, diz a nota.
Apesar do rombo, o BRB afirmou em janeiro que possui “suficiência patrimonial” para enfrentar os efeitos das investigações.
Investigações
Segundo a PF, o Master teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao BRB e entregue documentos falsos ao Banco Central para tentar justificar o negócio. A operação causou divergência entre os depoimentos do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação, o BRB transferiu cerca de R$ 12,2 bilhões ao Master no primeiro semestre de 2025 para a compra de carteiras de crédito, antes mesmo de formalizar a intenção de comprar o banco
Quando o Banco Central analisou o negócio, constatou indícios de que essas carteiras de crédito eram falsas, ou seja, simplesmente não existiam.
Nesses documentos falsos, foram usadas informações de duas associações ligadas a Augusto Lima, também sócio de Vorcaro no banco Master. O objetivo seria simular a existência de carteiras de crédito consignado bilionárias.
Depois que o Banco Central rejeitou o negócio de compra do Master pelo BRB, os investigadores detectaram que o banco público do Distrito Federal continuou transferindo recursos para a instituição de Daniel Vorcaro.
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