PGR concorda com Moraes e pede fim do sigilo de nova petição do caso Master
Procuradoria afirma que documento tem elementos essenciais para julgamento contra Moraes, previsto para terça-feira
Brasília|Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido do ministro Alexandre de Moraes para que o STF (Supremo Tribunal Federal) retire o sigilo de uma nova petição relacionada aos processos que envolvem o Banco Master.
A solicitação ocorre antes do julgamento previsto para esta terça-feira (15), quando a Corte deve analisar um pedido para investigar Moraes por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Em manifestação enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que a petição deve ser disponibilizada aos integrantes da Corte.
Segundo ele, o documento contém elementos considerados relevantes para que os ministros tenham conhecimento de todos os fatores relacionados ao tema que será discutido no julgamento.
“A PGR não relacionou a mencionada PET por não ter tido acesso à sua existência. Ela não aparece visível à PGR no sistema do STF. Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que deve também ser retirado o sigilo da PET 15645 para o conhecimento dos integrantes da Corte.”
Julgamento sobre Moraes
No pedido encaminhado a Fachin, Moraes havia afirmado que o documento possui “elementos essenciais” para o julgamento da PET 16.662, que reúne os documentos envolvendo a suposta relação de Vorcaro com Moraes.
Relatórios produzidos pela Polícia Federal no contexto das investigações do caso Master apontaram que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro para pedir uma intervenção em favor do banco e ajuda para evitar medidas contra a instituição.
A Polícia Federal identificou uma dinâmica utilizada por Vorcaro para enviar mensagens a Moraes. O método consistia em redigir os textos em um aplicativo de notas do celular, fazer uma captura de tela e, segundos depois, encaminhar a imagem ao contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
O contato atribuído a Alexandre de Moraes tinha ativado, a partir de 17 de setembro de 2025, a função de mensagens temporárias com duração de 24 horas.
Mesmo assim, os rascunhos produzidos por Vorcaro, os horários das ações e os arquivos em PDF permaneceram armazenados nas pastas internas e nos registros analisados pelos peritos da Polícia Federal.
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