Deputada estadual eleita em SP, Eduarda Campopiano já chamou indígenas de ‘canibais’
Candidata do PL tem 23 anos e recebeu 1.956.238 votos para integrar a Assembleia Legislativa do Estado
2026|Larissa Lopes, do R7
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Com 1.956.238 de votos válidos, Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi a deputada estadual mais votada em São Paulo, no último domingo (4). A candidata obteve distância grande do segundo colocado, o veterano Eduardo Suplicy (PT), que foi eleito com 654.627 dos votos paulistas.
Antes de tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Eduarda era vereadora de Praia Grande (SP): ela foi eleita em 2024, com 3.583 votos, sendo a quarta mais votada e a mais jovem a ocupar o posto na cidade do litoral.
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Em maio deste ano, Campopiano viralizou ao dizer, em participação no podcast RedCast, que os povos indígenas “cometiam canibalismo no Brasil” antes da chegada dos portugueses, em 1500.
“Tira o cristianismo da jogada, a gente volta pro quê? A gente volta para os índios cometendo canibalismo aqui no Brasil. Era maravilhoso [os portugueses colonizarem as índias], glória a Deus que catequizaram, que a extrema-direita chegou e falou para os índios: ‘Olha, galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal’”, disparou a parlamentar.
Na ocasião, ela foi acusada de racismo e recebeu denúncia da rapper indígena Katú Mirim.

Durante a campanha, Eduarda se apoiou na chapa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL), do governador escolhido por SP Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do deputado federal mais votado pelos paulistas, Lucas Pavanato (PL).
Após o resultado, uma página de fãs da deputada publicou um vídeo dela, ao lado de Derrite, comemorando a vitória nas eleições.
Parceiros de campanha e na produção de conteúdo para a internet, Eduarda e Lucas Pavanato disseram ter sido hostilizados no campus da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, em março deste ano. Eles montaram barracas para debater com estudantes sobre aborto, e Eduarda relatou ter tido o celular roubado, além de agredida com um soco na boca.
Quem é Eduarda Campopiano

Nascida em 22 de julho de 2003 em Campinas (SP), Maria Eduarda Campopiano Monteiro é influenciadora digital e se declara “apoiadora do conservadorismo”, “antifeminista” e defensora dos “valores tradicionais”. Ela é noiva do lutador de jiu-jítsu Kauã Rosemberg, de 21 anos.
Com cortes polêmicos nas redes sociais, a jovem já viralizou criticando o aborto, o feminismo contemporâneo, a “cultura woke” e outras pautas progressistas. No Instagram, ela tem mais de 160 mil seguidores e, no TikTok, são 226 mil pessoas acompanhando seus conteúdos.
Eduarda fez matrícula no curso de ciência política em uma faculdade particular de ensino à distância, em 2023, mas não manteve o registro no ano seguinte.
Em sua biografia no site da Câmara de Praia Grande, ela relata ser fã dos livros de autores como Olavo de Carvalho e Roger Scruton.
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