Brasília PL do Paraná aciona Justiça para cassar mandato de Sergio Moro

PL do Paraná aciona Justiça para cassar mandato de Sergio Moro

Ação estaria ligada a supostos gastos irregulares de campanha; eleito senador, ex-juiz diz que caso é movido por 'maus perdedores'

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro durante evento público em Brasília

Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro durante evento público em Brasília

Carolina Antunes/PR

O PL acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para cassar o mandato do senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR) por supostas irregularidades durante a campanha eleitoral. A ação tramita em segredo, mas as eventuais irregularidades estariam relacionadas a gastos de campanha. Caso a Justiça acate o pedido, o candidato Paulo Martins, do PL, que terminou a disputa em segundo lugar, ficaria com a cadeira no Senado.

Nas eleições deste ano, Moro foi eleito para ocupar a vaga de senador pelos próximos oito anos. O ex-juiz e ex-ministro de Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro obteve mais de 1,9 milhão de votos nas urnas.

Com a eleição, Moro integrará, ao lado de Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, ambos do Podemos, a lista de parlamentares que representam o estado do Paraná no Senado Federal.

Moro se pronunciou por meio de suas redes sociais. "Anote esses nomes. Maus perdedores que resolveram trabalhar para o PT e para os corruptos. Da minha parte, nada temo, pois sei da lisura das minhas eleições. Agora impressiona que há pessoas que podem ser tão baixas. O que não conseguem nas urnas, tentam no tapetão", afirmou.

A reportagem procurou o PL e Martins, mas eles não se pronunciaram. O espaço está aberto para manifestação. 

Encontro com Bolsonaro

Moro se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto, na tarde desta quarta-feira (7), por 30 minutos. O assunto discutido na reunião não foi divulgado. O compromisso consta na agenda oficial do chefe do Executivo.

Moro foi o juiz federal responsável por julgar em primeira instância os crimes da Operação Lava Jato. Ele deixou o cargo para se tornar ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do atual presidente.

Os dois chegaram a romper relações em 2020, após Moro ter acusado Bolsonaro de interferir na Polícia Federal. Na campanha deste ano, no entanto, o ex-ministro e o candidato à reeleição, derrotado nas urnas, se reaproximaram.

Bolsonaro, inclusive, levou Moro para um dos debates entre os presidenciáveis durante a campanha presidencial. O chefe do Palácio do Planalto afirmou, na ocasião, que as divergências entre os dois "ficaram no passado" e que o ex-ministro e agora senador eleito está "ajudando o Brasil".

"Um homem que teve forte posição no combate à corrupção no Brasil. Eu conversei com ele, as pequenas divergências ficaram no passado. Estamos juntos aqui, no caso, pela minha reeleição", afirmou Bolsonaro.

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