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Polícia Civil já prendeu oito pessoas por suspeita de incêndio criminoso no DF

Suspeitos podem pegar até oito anos de prisão; desde domingo um incêndio atinge o Parque Nacional de Brasília

Brasília|Do R7, em Brasília

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Incêndio atinge Parque Nacional de Brasília desde domingo Jacqueline Lisboa/WWF - 16.09.

A Polícia Civil do Distrito Federal já prendeu oito pessoas por suspeita de incêndios criminosos em áreas florestais na capital do país. Ao todo, os agentes conduzem seis inquéritos. A última prisão foi na quinta-feira (19) no Núcleo Rural Nova Vitória, em São Sebastião, onde dois homens estavam ateando fogo à vegetação. Os policiais conseguiram impedir que as chamas se espalhassem e os homens foram presos em flagrante. Caso condenados, podem pegar até oito anos de prisão.

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Delegado e coordenador da Cepema (Coordenação Especial de Proteção ao Meio Ambiente, à Ordem Urbanística e ao Animal), João Maciel Claro, disse que o objetivo é reprimir os diversos incêndios criminosos do DF. “A Polícia Civil está tratando todos os casos de incêndio como dolo eventual [quando há intenção], pois a pessoa que coloca fogo no período de seca está assumindo o risco de ter um incêndio de grandes proporções”, avalia o delegado.

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Equipes do governo do DF também impediram outros três incêndios de começarem no DF.

Servidores do Brasilia Ambiental encontraram um sistema de ignição no Parque Nacional de Brasília; focos iniciais de incêndio no Parque Ecológico Saburo Onoyama, em Taguatinga; e ambiente com vestígios de preparo para fogo no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará. Os prováveis autores ainda não foram identificados, mas todas as situações foram desarticuladas.

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Outras prisões

As prisões de incendiários tiveram início no DF na semana passada. Na sexta-feira (13), a Polícia Rodoviária Federal prendeu um homem suspeito de atear fogo na área de Cerrado do Recanto das Emas. Ele também foi denunciado por um morador da região.

Na terça-feira (17), um jovem de 19 anos foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) sob a suspeita de autoria do fogo que atingiu o Parque Burle Marx, no Noroeste. Ele foi levado à 5ª Delegacia de Polícia (DP), na Asa Norte. A detenção ocorreu após uma denúncia pelo 190.

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Na quarta-feira (18) foi deflagrada a primeira fase da Operação Curupira com a prisão de um homem de 50 anos acusado de atear fogo no Lago Oeste. O incêndio se alastrou por um território de aproximadamente 200 mil metros quadrados e, por esse motivo, ele pode ter uma pena aumentada em até 13 anos.

Também na quarta, a PMDF prendeu dois homens em flagrante por atear fogo em uma área de mata na marginal da BR-020, próximo ao Ribeirão Sobradinho.

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Como denunciar

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pede ajuda da população para denunciar os casos de incêndio florestal. Os cidadãos devem entrar em contato imediatamente com o número 193, o canal de emergência do Corpo de Bombeiros.

Durante a ligação, é necessário passar informações como a localização exata do fato e as proporções das chamas e, se possível, relatos sobre as condições de acesso ao local e sobre a presença de suspeitos de autoria do crime. De acordo com o artigo 41 da Lei 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é tipificado como crime ambiental.

Telefones para informar incêndios florestais

  • 193 (Corpo de Bombeiros); e
  • (61) 9224-7202 (Instituto Brasília Ambiental)

Informações sobre autores de incêndios florestais

  • 190 (Polícia Militar); e
  • 197 (Polícia Civil)

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