Polícia do DF investiga jovem que matou a própria mãe após se irritar com ela falando alto
Rapaz de 23 anos matou a mãe com uma facada no pescoço após ficar incomodado com o tom de voz dela
Brasília|Do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o assassinato de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, morta pelo próprio filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23, dentro da casa da família, no Guará II, com uma facada no pescoço. O crime é apurado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como feminicídio. Vinícius foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.
O caso ocorreu na última terça-feira (20). De acordo com a investigação, Vinícius disse que matou a mãe por ter se incomodado com o tom de voz dela. Maria Elenice chegou do trabalho falando alto e demonstrando estar feliz, o que teria incomodado o jovem.
leia mais
Ele declarou à delegada que se irritou porque estava concentrado enquanto escrevia e que a chegada da mãe falando alto “mudou o ambiente da casa”. Vinícius disse ainda ter sensibilidade a barulhos e personalidades diferentes da mãe.
“Foi um impulso. Nós temos personalidades diferentes, ela fala bem alto, e acaba que eu tenho um pouco de sensibilidade. E acabou que eu ataquei. Foi isso. Basicamente. Eu soube acertá-la com uma faca na jugular”, disse o rapaz durante depoimento à polícia.
“Foi a primeira vez [que isso aconteceu], mas antes eu conseguia não ter acesso a esse tipo de atitude. Eu não me controlava exatamente, mas eu ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa”, acrescentou.
Uma tia-avó de Vinícius, de 80 anos, que morava na mesma casa, presenciou a movimentação antes do crime. Em depoimento, ela afirmou que não houve briga: mãe e filho entraram em um quarto e, pouco depois, ela ouviu um grito de socorro. Em seguida, Vinícius teria confessado à parente: “Eu matei minha mãe”.
Apesar de alegar impulso, Vinícius relatou que já havia sonhado anteriormente com a cena do crime e que, no momento do ataque, teve a sensação de déjà vu. “Sonhar, eu já sonhei com isso. É como se já tivesse visto antes, basicamente”, afirmou.
À polícia, ele também afirmou que já sentiu vontade de agredir outras pessoas em situações semelhantes, mas que conseguia se controlar.
A saúde mental do investigado é um dos pontos centrais do inquérito. Vinícius disse ter sido diagnosticado com depressão e ansiedade na adolescência. O pai confirmou à polícia que o filho fazia acompanhamento psiquiátrico. O jovem afirmou ainda que interrompeu por conta própria o uso de medicação controlada, alegando que os remédios causavam muito sono e prejudicavam sua rotina na universidade.
Até o momento, contudo, nenhum laudo psiquiátrico oficial foi apresentado à polícia.
Policiais estranharam frieza do jovem
A equipe policial que atendeu a ocorrência destacou a frieza de Vinícius ao confessar o assassinato da mãe.
O tenente Ricardo, que atua no 4º Batalhão da Polícia Militar, destacou que Vinícius “não apresentava nenhum sinal de nervosismo, nada de arrependimento”.
Quando questionado pelos policiais militares sobre o motivo do crime logo após ser apreendido, Vinícius disse que já teve discussões com a mãe, mas que resolveu fazer aquilo “do nada”.
Ricardo afirmou que Vinícius não ofereceu resistência à prisão. Ele foi algemado imediatamente e demonstrou estar calmo. A Polícia Militar teve que conduzir o rapaz rapidamente para a delegacia, pois os ânimos da comunidade e dos vizinhos estavam exaltados, gerando um risco de linchamento.
A polícia segue colhendo depoimentos e analisando provas para concluir o inquérito. Maria Elenice foi enterrada nessa quinta-feira (22), no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













