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Polícia aposta em perícia de celulares para revelar motivação de mortes em hospital no DF

Conteúdo de conversas e arquivos pode ajudar a fechar inquérito e embasar prisões preventivas

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil do DF analisa celulares de enfermeiros suspeitos de homicídios em hospital.
  • Três pacientes morreram, e investigações mostram que procedimentos não seguiam protocolos médicos.
  • Marcos, um dos técnicos, é apontado como responsável pelas mortes, com apoio de colegas.
  • O inquérito busca embasar prisões preventivas e investigar novas mortes em outros hospitais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marcos Vinícius, Amanda Rodrigues e Marcela Camilly trabalhavam como técnicos no Hospital Anchieta
Polícia vai periciar celulares de Amanda Rodrigues, Marcos Vinícius e Marcela Camilly Reprodução/Material cedido ao R7

A Polícia Civil do Distrito Federal considera a perícia nos celulares e em outros dispositivos eletrônicos apreendidos com os técnicos de enfermagem suspeitos de participação nas mortes de três pacientes em um hospital particular do DF como o próximo passo para descobrir a verdadeira motivação dos crimes.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Maurício Iacozzilli, a análise do material pode fornecer informações que não foram reveladas durante os depoimentos dos profissionais de saúde envolvidos no caso.

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“A gente acredita que, analisando os telefones, com quem eles conversavam, as conversas que eles travavam entre si, a gente pode melhor esclarecer o real motivo desses homicídios, do porquê que estavam praticando esses atos”, disse Iacozzilli à RECORD.

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“Com os equipamentos que o nosso instituto de criminologia dispõe, a gente acredita que consegue recuperar as imagens até que eles, eventualmente, possam ter apagado em conversas mais sensíveis que eles tenham travado. E, após a análise desse material, a gente acredita que pode, sim, conseguir a última peça desse quebra-cabeça, do porquê que eles praticaram esses crimes”, acrescentou.

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As vítimas da ação dos técnicos de enfermagem são o supervisor de manutenção da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) João Clemente Pereira, 63 anos; o carteiro Marcos Moreira, 33; e a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75.

Liderança e execução

A polícia aponta o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, como o líder do grupo e responsável pela execução direta dos crimes. Ele teria recebido a ajuda de Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, que aparentemente encobertavam as ações do colega, evitando que ele fosse flagrado.

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Conforme apurado pelos investigadores, ele utilizava computadores logados em nome de médicos para elaborar receitas falsas, obtinha medicamentos, preparava as substâncias e realizava as aplicações nos pacientes.

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O procedimento, segundo o delegado, não seguia qualquer protocolo hospitalar. As injeções não eram levadas em bandejas visíveis, mas escondidas no bolso, e aplicadas de forma furtiva.

Além de medicamentos capazes de provocar parada cardíaca, Marcos teria recorrido ao uso de desinfetante quando os fármacos acabaram, realizando diversas aplicações dessa substância com a presença das colegas.

Participação das suspeitas

Marcela Camilly, segundo a polícia, estava em processo de treinamento com Marcos e acompanhou tanto a preparação quanto a aplicação das substâncias.

A investigação descarta a tese de desconhecimento por parte dela e de Amanda, uma vez que ambas presenciaram situações incompatíveis com qualquer procedimento médico regular.

Confrontados com gravações internas do hospital, Marcos Vinícius e Marcela Camilly confessaram a prática dos atos, embora não tenham apresentado explicações sobre a motivação.

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Amanda negou até o fim ter ciência do que ocorria, alegando acreditar que as mortes eram coincidências. O depoimento, no entanto, não convenceu os investigadores diante das imagens analisadas e do contexto descrito nos autos.

“Essa tese de que elas não sabiam o que ele [Marcos Vinícius] estava fazendo, realmente, não tem como acreditar. Os vídeos mostram, principalmente na primeira vítima, que os três estão juntos. Logo após as aplicações, eles ficam assistindo o monitor cardíaco zerar, esperando, cerca de 10 a 15 segundos depois, a pessoa entrar em parada cardíaca. Então, a suposta tese de desconhecimento, realmente, não tem como a gente acreditar nisso”, ressaltou Iacozzilli.

Novos inquéritos

A estratégia da investigação, neste momento, é concluir o inquérito referente às três primeiras mortes para embasar o pedido de prisão preventiva dos suspeitos, evitando que eles sejam soltos ao término do prazo da prisão temporária.

Paralelamente, a Polícia Civil deve instaurar um novo inquérito para apurar a atuação do grupo em outros hospitais onde os suspeitos trabalharam. A análise dos celulares será utilizada como um filtro para identificar possíveis referências a outras mortes e, assim, localizar eventuais novas vítimas.

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