Brasília Precatórios: Adiamento é pedido desesperado de socorro, diz Guedes

Precatórios: Adiamento é pedido desesperado de socorro, diz Guedes

‘Quando a gente está desesperado, pede proteção aos presidentes dos poderes’, continuou o ministro da Economia

  • Brasília | Do R7, com informações da Agência Estado

Guedes e Fux dialogaram sobre economia e democracia

Guedes e Fux dialogaram sobre economia e democracia

Adriano Machado/Reuters - 02.09.2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que fez um “pedido desesperado de socorro” ao  Judiciário e ao Legislativa para resolver o problema dos precatórios. A afirmação foi feita em tom de brincadeira durante diálogo com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

O adiantamento se daria por meio de uma ideia de Guedes, que quer criar uma espécie de “microparcelamento” dos precatórios no ano que vem para evitar o pagamento de despesas judiciais que extrapolem o teto de aumento do gasto público. Durante painel promovido pelo Movimento Pessoas à Frente, Fux também brincou com o ministro. “Guedes é meu amigo. É tão meu amigo que coloca no colo um filho que não é meu”, se referindo à proposta.

O economista respondeu, também em tom amistoso. “É só um pedido desesperado de socorro, de forma alguma depositar o filho ou a responsabilidade no seu colo. É que, quando a gente está desesperado, pede proteção aos presidentes dos poderes”, afirmou Guedes.

O presidente do STF também comentou, durante o evento, que o diálogo entre as instituições depende do fortalecimento da democracia. “Toda a evolução e diálogo institucional dependem de um pressuposto, que é uma democracia inegociável, respeito à democracia de forma intransigente”, considerou.

Os dois participaram do painel 'Sem tempo a perder: debate sobre a urgência de transformar o Brasil e o papel das instituições e do Estado', realizado durante o evento virtual 'Diálogos para um melhor Estado', do Movimento Pessoas à Frente, criado pela Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org.

Precatórios são dívidas que a União, Estados e municípios têm com os cidadãos que ganham causas na Justiça por indenizações trabalhistas, benefícios não pagos, salários atrasados ou desapropriações. Ao invés de pagar a dívida assim que sai a decisão judicial, o governo opta por dar um precatório, que, na prática, funciona como uma senha na fila de espera dos pagamentos. Em geral, o governo usa o precatório quando o valor da indenização supera R$ 30 mil. 

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