Presidente do Novo sobre Dino e os penduricalhos: ‘Finalmente, ministro fez valer a Constituição’
Dino suspendeu por 60 dias os penduricalhos para que a União, estados e municípios revisem as verbas pagas aos servidores
Brasília|Deborah Hana Cardoso, da RECORD
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A decisão monocrática do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, ao suspender por 60 dias os chamados penduricalhos do serviço público, recebeu elogios de um representante da direita: o partido Novo.
O magistrado determinou que União, estados e municípios revisem remunerações pagas a servidores para impedir pagamentos acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou ao R7 ter ficado “feliz” com a medida e disse que, “finalmente, um ministro da Suprema Corte fez valer a Constituição”.
“Fico feliz que finalmente um ministro do STF tenha se lembrado de fazer valer a Constituição. Há anos a bancada do Novo encara praticamente sozinha essa luta contra os supersalários e os penduricalhos no serviço público”, declarou Ribeiro.
A reação positiva do Novo partiu de um ator inesperado. Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva para integrar a Suprema Corte em 2024, Flávio Dino nunca contou com simpatia expressiva da direita, especialmente durante o período em que comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ressalvas
A legenda ainda mantém ressalvas em relação ao magistrado por conta de sua trajetória política e da filiação anterior ao PCdoB, partido de orientação comunista. Mesmo assim, a decisão motivou elogios e análises sobre a imagem do STF diante da opinião pública.
“Dino é político, e o caráter político da decisão me parece bastante óbvio. A imagem do STF nunca esteve tão desgastada, com o Brasil inteiro falando dos escândalos milionários na Corte”, afirmou Ribeiro.
“Isso mostra a importância de fiscalizar, cobrar transparência e criticar a Corte por seus erros e abusos”, acrescentou.
Bancada do Novo
Com apenas cinco deputados federais e um senador, o Novo se manifestou sobre a decisão de Flávio Dino por meio de nota oficial. Leia a íntegra:
“O partido Novo está ao lado da Constituição e da obediência integral ao teto remuneratório. Não se trata de concordar ou discordar de um ministro, mas de cumprir a regra constitucional e respeitar o pagador de impostos. O Novo foi o único partido a votar contra projetos que enfraquecem o teto, mantém uma defesa consistente da reforma administrativa e apresenta, de forma recorrente, propostas para pôr fim aos ‘penduricalhos’. Nosso compromisso com essa pauta não é circunstancial e reflete uma atuação coerente com os princípios que fundaram o partido. Cabe a toda autoridade pública respeitar a Constituição, cumprindo o teto, sem exceções ou atalhos.”
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