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Prévia da inflação perde força mesmo com alimentos, higiene pessoal e planos de saúde mais caros

Grupo saúde e cuidados pessoais teve maior impacto no IPCA-15; batata, tomate, frutas e carnes estão mais pesados no bolso

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A prévia da inflação (IPCA-15) desacelerou para 0,20% em janeiro, uma queda em relação a dezembro (0,25%).
  • O grupo saúde e cuidados pessoais teve o maior impacto no índice, com alta de 0,81%, impulsionada por artigos de higiene e planos de saúde.
  • Os alimentos e bebidas aceleraram de 0,13% para 0,31%, com destaque para o aumento do tomate (16,28%) e da batata-inglesa (12,74%).
  • Passagens aéreas e ônibus urbano contribuíram para a queda nos transportes, devido à tarifa zero em Belo Horizonte e reajustes tarifários nos ônibus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Prévia da inflação oficial leva em conta gastos de famílias que recebem de um a 40 salários-mínimos Tânia Rêgo/Agência Brasil - Arquivo

A prévia da inflação, representada pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou e ficou em 0,20% neste mês, abaixo do indicador registrado em dezembro (0,25%), segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (27).

O índice se diferencia da inflação oficial, calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pelo período de coleta das informações. No caso da prévia, os preços foram obtidos de 13 de dezembro a 14 de janeiro e comparados aos do período de 14 de novembro a 12 de dezembro.


Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulado marca 4,50% — acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a prévia da inflação oficial ficou em 0,11%.

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Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram alta neste mês. O maior impacto apareceu no grupo de saúde e cuidados pessoais. Os destaques negativos ficaram com artigos de higiene pessoal — que pesaram quase 2% a mais no bolso — e planos de saúde, com alta de 0,49%.


Além disso, o grupo de alimentos e bebidas, o de maior peso no índice, ficaram mais caros em janeiro, segundo a prévia. O resultado foi puxado pelas altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%).

Passagens aéreas e de ônibus

As passagens aéreas e de ônibus urbano influenciaram para a queda da taxa no grupo dos transportes. Isso se deu, principalmente, pela adoção da tarifa zero nas passagens em Belo Horizonte (MG), em dezembro último, válida para domingos e feriados.


Ainda sobre os sistemas de transporte urbano, confira os reajustes tarifários que passaram a valer nos municípios brasileiros e os respectivos impactos deles na prévia da inflação:

  • 20% em Fortaleza (5,90%), a partir de 1º de janeiro;
  • 6,38% no Rio de Janeiro (2,13%), a partir de 4 de janeiro;
  • 5,36% em Salvador (1,15%), a partir de 5 de janeiro;
  • 6,00% em São Paulo (-6,53%), a partir de 6 de janeiro, consideradas as gratuidades aos domingos e feriados;
  • 8,70% em Belo Horizonte (-18,26%), a partir de 1º de janeiro, também com consideração às gratuidades em domingos e feriados.

Na contramão disso, os combustíveis subiram 1,25% no período considerado, com variações de 3,59% no etanol; 1,01% na gasolina; 0,11% no gás veicular; e 0,03% no óleo diesel.


Metodologia

Os resultados do IPCA-15 levam em conta gastos de famílias que recebem de um a 40 salários-mínimos, e os cálculos do indicador abrangem as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, de Belém, de Fortaleza, de Salvador e de Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

A forma de coleta das informações é a mesma usada para o IPCA; a diferença, contudo, está no período de obtenção dos dados e na abrangência geográfica do levantamento.

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