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Relator defende trabalho na CPMI do INSS após rejeição e cita ‘compromisso com a verdade’

Comissão foi finalizada na madrugada deste sábado sem relatório final após a maioria do colegiado votar contra o texto de Gaspar

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputado Alfredo Gaspar defende trabalho da CPMI do INSS após rejeição do relatório final.
  • A maioria votou contra o texto, que propunha o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Lulinha.
  • CPMI foi concluída sem relatório final, após sete meses de investigações sobre fraudes no INSS.
  • Sessão final foi marcada por tensão e acusações entre parlamentares, incluindo uma alegação de estupro contra Gaspar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Maioria rejeitou parecer de Alfredo Gaspar Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Após ter o texto rejeitado pela maioria do colegiado, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS usou as redes sociais para defender o trabalho feito na comissão e disse ter atuado com “responsabilidade” e “compromisso com a verdade”. No texto, o parlamentar afirmou, ainda, que seguirá “lutando” contra o crime organizado.

“Missão cumprida, com responsabilidade, coragem e respeito ao Brasil e aos brasileiros. Seguimos lutando, o crime organizado enraizado na política e nos poderes não vencerá!”, escreveu.


A comissão foi finalizada na madrugada deste sábado (28) sem relatório final após a maioria do colegiado votar contra o texto do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O placar foi de 19 a 12 para rejeitar o parecer.

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Com cerca de 4.400 páginas, o texto do deputado propunha o indiciamento de 216 pessoas. O principal ponto de discordância ao relatório de Gaspar foi a lista de pedidos de indiciamento. O texto do deputado trazia o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Mais cedo, ainda durante a madrugada, Gaspar celebrou o resultado das investigações e disse que a “verdade não depende de votação”.

“Com coragem e decência, fizemos o que precisava ser feito. 216 envolvidos foram apontados com base em trabalho sério e técnico. A esquerda tentou barrar a verdade, mas não conseguiu apagá-la”, completou.


Como foi o último dia de CPMI

A sessão que terminou nesta madrugada começou na manhã dessa sexta-feira (27). Gaspar leu o relatório, e os parlamentares discutiram o texto feito pelo deputado antes do início da votação.

Em meio à esperança de prorrogação dos trabalhos da comissão, a sessão da última quarta-feira (25), que era destinada à apresentação do parecer, foi cancelada, o que levou a uma leitura às pressas para cumprir o prazo de funcionamento da CPMI, que se encerrava neste sábado.


Na quinta-feira (26), o STF derrubou, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça que determinava a extensão do funcionamento do colegiado.

A última reunião da CPMI foi marcada por tensão e até tumulto, com críticas e trocas de ofensas entre os parlamentares. O deputado Lindbergh Faria (PT-RJ) protagonizou um desses momentos com o relator, que revidou com xingamentos.

Já à noite, Gaspar usou o espaço na comissão para se defender de uma acusação de estupro, feita por Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que teria ocorrido anos atrás. O deputado negou as acusações e disse que o fato envolve um parente que também se chama Alfredo Gaspar.

Instalada em agosto do ano passado para investigar as fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, a CPMI funcionou por sete meses e realizou 37 reuniões e mais de 1.000 quebras de sigilo.

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