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Relembre os motivos que levaram Lula, Temer, Collor e Bolsonaro à prisão

Nos últimos sete anos, quatro ex-presidentes foram presos; ao longo da história do país, o total chega a oito

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A prisão de Jair Bolsonaro amplia para quatro o número de ex-presidentes detidos no Brasil desde a redemocratização.
  • Lula, Michel Temer e Fernando Collor também foram presos por envolvimento em investigações de corrupção.
  • Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por organização criminosa e tentativa de golpe de Estado.
  • Debates sobre a prisão de presidentes refletem a história política do Brasil e seus contextos de corrupção e abuso de poder.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jair Bolsonaro e Lula são alguns dos nomes na lista Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo e Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

A prisão de Jair Bolsonaro (PL) ampliou para quatro o número de ex-presidentes detidos no Brasil desde a redemocratização.

Nos últimos sete anos, Lula, Michel Temer, Fernando Collor e agora Bolsonaro enfrentaram condenações à prisão devido a diferentes investigações.

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Ao considerar também o período antes da redemocratização, o total chega a dez presidentes.

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Além dos nomes do período recente, também foram presos Hermes da Fonseca, Washington Luís, Arthur Bernardes e Juscelino Kubitschek, detidos em contextos políticos distintos que incluem a República Velha e a ditadura militar.

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A seguir, veja quem foram os presidentes brasileiros presos depois da redemocratização e os motivos:

Lula

Lula foi o primeiro ex-presidente preso após a redemocratização. Detido em abril de 2018 no contexto da Operação Lava Jato, foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

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Cumpriu 580 dias na sede da PF em Curitiba por decisão do senador Sergio Moro (União Brasil), então juiz da 13ª Vara Federal.

Em 2019, o STF proibiu a prisão após condenação em segunda instância, o que levou à sua soltura.

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Michel Temer

Michel Temer foi preso em março de 2019, também no âmbito da Lava Jato do Rio.

A prisão preventiva ocorreu na Operação Descontaminação, que investigava corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e cartel envolvendo a construção da usina nuclear Angra 3.

O delator José Antunes Sobrinho afirmou que Temer sabia do pagamento de R$ 1,1 milhão em propinas.

O MPF o apontou como líder de um esquema bilionário por mais de 40 anos.

Temer foi solto após decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, que considerou antigos os indícios e entendeu que os investigados não ofereciam risco à ordem pública.

Fernando Collor de Mello

O ex-presidente Fernando Collor foi preso em abril deste ano por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Collor havia sido condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção, em investigação derivada da Lava Jato.

A Corte o considerou culpado por receber R$ 20 milhões em propinas da UTC Engenharia em troca de favorecer contratos da BR Distribuidora.

Moraes autorizou o cumprimento da pena em prisão domiciliar, permitindo que Collor deixasse a cela do presídio Baldomero Cavalcanti e passasse a cumprir pena em seu apartamento na orla de Maceió (AL).

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro passou a cumprir pena nesta terça-feira, 25, após o STF declarar o trânsito em julgado da ação penal sobre a trama golpista.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente responde por organização criminosa armada, deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado à União, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Por ter pena superior a oito anos, iniciou o cumprimento em regime fechado.

Moraes determinou que Bolsonaro permaneça na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já estava preso preventivamente desde sábado (22).

República Velha e ditadura militar

  • Washington Luís (mandato de 1926-1930) foi deposto na Revolução de 1930 e preso logo após o movimento.
  • Hermes da Fonseca (1910-1914) foi detido em 1922, acusado de incentivar levantes armados.
  • Já Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi preso em 1968, durante o endurecimento da ditadura militar após o AI-5.
  • Arthur Bernardes (1922-1926) participou da “revolução constitucionalista” de 1932; foi então preso e exilado pelo governo Vargas.

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