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Saúde vai começar a vacinar contra a dengue profissionais de UBSs em fevereiro, diz Padilha

Imunizante desenvolvido pelo Butantan é dose única; ministro esteve neste domingo em Botucatu para iniciar campanha com população

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério da Saúde iniciará vacinação contra a dengue para profissionais de UBSs em 9 de fevereiro.
  • Mais de 1,1 milhão de doses da vacina de dose única, desenvolvida pelo Butantan, serão distribuídas.
  • A vacinação começará em Botucatu e outras cidades, com previsão de impactos significativos no controle da dengue.
  • O Brasil será o primeiro país a oferecer a vacina contra dengue no sistema público, com ações de vacinação complementando a eliminação do mosquito Aedes aegypti.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro esteve em cidade para começar projeto piloto de vacinação Divulgação/MS - 18.01.2026

O Ministério da Saúde quer começar a vacinar contra a dengue os profissionais da Atenção Primária em 9 de fevereiro. A previsão foi divulgada pelo ministro Alexandre Padilha em campanha neste domingo (18) em Botucatu (SP). Ao todo, cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários.

Padilha estava em Botucatu para acompanhar o início da vacinação na cidade para o público de 15 a 59 anos. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan e 100% brasileiro, é aplicado em dose única. A vacinação começou em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) nesta semana.


“Neste fim de semana, essas cidades iniciaram a convocação de toda a população de 15 a 59 anos para se vacinar nas unidades de saúde. Se alcançarmos entre 40% e 50% de cobertura vacinal, além da proteção individual, a vacina pode ter um impacto significativo no controle da dengue em toda a cidade”, afirmou o ministro.

Padilha também adiantou que o Butantan vai iniciar os estudos do imunizante para quem tem mais de 60 anos de idade.


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Entenda

A escolha de Botucatu para receber a vacinação acelerada contra a dengue reforça o histórico do município como referência em estudos de efetividade vacinal. A cidade já havia participado de iniciativas semelhantes durante a pandemia de Covid-19, contribuindo para a avaliação de estratégias de vacinação em larga escala no Brasil.

Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.


Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.

Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios.


A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.

Ampliação da oferta da vacina do Butantan

A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.

A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.

Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em UBSs.

Cenário epidemiológico

Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.

Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.

A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.

Com informações do Ministério da Saúde

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