Sem comunicado dos EUA sobre tarifas ao Irã, Alckmin minimiza impacto comercial: ‘Fim da fila’
Vice-presidente defendeu que o país é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Brasil ainda não dispõe de uma “ordem executiva” divulgada pelo governo dos Estados Unidos sobre possíveis tarifas adicionais a países que mantenham relações comerciais com o Irã, em meio a declarações feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
“A maioria dos países do mundo, inclusive muitos países europeus, como a Alemanha, tem uma relação comercial com o Irã. O Irã é um pequeno participante do comércio exterior brasileiro, ele está lá no fim da fila, não tem grande relevância”, afirmou Alckmin em entrevista ao Bom dia, ministro.
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Ainda de acordo com o ministro, o governo tem acompanhado a questão dialogando internacionalmente sobre o assunto. “Vamos trabalhar, não só nós, mas o mundo, para que não haja essa tributação”, disse. “Essa conversa está sendo tratada com o Itamaraty, mas ainda não temos a ordem executiva [dos Estados Unidos]”, completou.
Possível tarifaço
Na última segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua conta na rede social Truth Social que vai impor uma punição a países que fizerem negócios com o Irã, em meio aos conflitos entre Washington e Teerã. A decisão, porém, ainda não foi formalizada.
A tarifa adicional, de acordo com o republicano, seria de 25% sobre “todo e qualquer” comércio feito com os Estados Unidos.
Reforma Tributária
Alckmin também comentou, durante a entrevista, sobre a reforma tributária, que inicia o período de transição em 2026. De acordo com o ministro, este ano será um “teste” e a reforma deverá estar “totalmente implantada” em 2027.
“Ano que vem teremos a reforma tributária totalmente implantada no Brasil. Uma reforma estrutural, que traz eficiência econômica, reduz custo e estimula a exportação e investimentos”, completou.
A lei que regulamenta a reforma e cria o comitê que vai gerir a distribuição da arrecadação de impostos no Brasil foi assinada na terça-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O comitê gestor do imposto sobre bens e serviços vai gerir e coordenar a operação do tributo que substitui o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto Sobre Serviços De Qualquer Natureza).
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