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Sem Toffoli, STF começa a decidir nesta sexta se mantém prisão de Daniel Vorcaro

Quatro ministros da Segunda Turma vão participar do julgamento; empate pode tirar dono do Banco Master da prisão

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Segunda Turma do STF inicia julgamento sobre a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Dias Toffoli se declarou suspeito, e o julgamento contará com quatro ministros, podendo um empate beneficiar Vorcaro.
  • Vorcaro está preso por suspeita de liderar uma organização criminosa e por tentar obstruir investigações da PF.
  • As investigações envolvem a ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões e indícios de intimidação e corrupção envolvendo servidores do Banco Central.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dias Toffoli e Daniel Vorcaro
Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar e Daniel Vorcaro Montagem - Antonio Augusto/STF e Reprodução/TV LIDE

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta sexta-feira (13), no plenário virtual, se mantém a decisão do ministro André Mendonça que levou à prisão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso estará disponível para julgamento por uma semana.

O colegiado é composto por cinco ministros, mas Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso. Em fevereiro deste ano, Toffoli deixou a relatoria de processos envolvendo o Master após a PF (Polícia Federal) encontrar menções a ele no celular de Vorcaro.


Dessa forma, vão participar do julgamento André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Vorcaro pode ser beneficiado em caso de empate. Segundo a Lei 14.836/2024, um empate em julgamentos criminais no STF favorece o réu. Caso isso ocorra, o banqueiro pode deixar a cadeia.

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Prisão de Vorcaro

Vorcaro está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Brasília. Ao decretar a prisão de Vorcaro, na semana passada, Mendonça apontou o banqueiro como líder de uma organização criminosa e afirmou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal.


Segundo Mendonça, as investigações indicam que o empresário tentou atrapalhar o trabalho de apuração da PF após sair da cadeia à época da primeira prisão dele, em novembro de 2025.

Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado para fraudar credores, enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.


A decisão também menciona indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, usado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos, além de suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações.

Mendonça ainda citou risco de fuga, afirmando que o empresário possui patrimônio no exterior e acesso a jatos privados, o que poderia facilitar eventual saída do Brasil.

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