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Senado vai votar desoneração da folha na quinta (9), diz Pacheco

Presidente do Senado se reuniu com representantes dos setores produtivos para discutir o tema nesta terça (7)

Brasília|Augusto Fernandes e Isabella Macedo, do R7, em Brasília

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco Reprodução/Youtube 23.02.2021

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reuniu-se na tarde desta terça-feira (7) com representantes de setores da economia para discutir a proposta de desoneração da folha de pagamento até 2023. A proposta foi aprovada na Câmara no mês passado e aguardava a formalização do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), como relator, para começar a tramitar na casa. O texto será analisado diretamente em plenário na quinta-feira (9).

“É um projeto importante, porque alcança setores com alto índice de empregabilidade, daí a razão desse projeto e a importância do seu mérito. Então, há um compromisso nosso, da presidência [do Senado], e eu acredito que, com a colaboração, se não unânime, de uma grande maioria no Senado Federal, teremos apreciação no plenário do Senado ainda nesta semana”, disse Pacheco, nesta tarde.

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De acordo com o presidente do Senado, “há uma compreensão geral da importância do projeto” na casa, o que deve facilitar a análise do texto. “Vamos tratar de pautar. Obviamente, com a liberdade que todos os líderes e senadores têm de apresentar sugestões, de fazer suas ponderações. Mas é um projeto que a Presidência reconhece ser um projeto de grande importância para o setor produtivo nacional”, reforçou.

O texto que foi aprovado na Câmara prevê a desoneração dos 17 setores da economia até o fim de 2023, três anos a menos em comparação com o que havia sido inicialmente proposto. O tempo foi encurtado ao ser apreciado na casa, para evitar que houvesse vetos presidenciais ao texto. 

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“Construímos um acordo no sentido de, em vez de fazer essa prorrogação até 2026, fazer até dezembro de 2023, com o compromisso do governo de não haver nenhuma possibilidade de veto”, afirmou o relator na Câmara, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), após a aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da casa, no dia 17 de novembro.

O projeto prevê que os 17 setores em questão paguem a contribuição previdenciária dos trabalhadores sobre o faturamento com alíquota de 1% a 4,5%, e não de 20%, sobre os salários. A matéria beneficia áreas como indústria (couro, calçados, confecções, têxtil, aves, suínos e derivados etc.), serviços (TI & TIC, call centers, hotéis, design houses etc.), transportes (rodoviário de carga, aéreo, metroferroviário etc.) e construção.

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