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Senadores vão à Polícia Federal e ao Supremo para pedir dados sobre o Banco Master

Reuniões com Andrei Rodrigues e Fachin ocorrem um dia após aprovações para depoimentos de Vorcaro e do próprio diretor da PF

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senadores da Comissão de Assuntos Econômicos buscam informações sobre fraudes do Banco Master com a PF e o STF.
  • Encontros visam discutir acesso a documentos restritos e detalhes da investigação liderada pela PF.
  • Comissão aprovou 19 requerimentos para oitivas e audiências públicas relacionadas ao caso Master.
  • Suspeitas envolve desvio de R$ 11,5 bilhões e colapso financeiro e institucional do banco, que foi liquidado em 2025.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Encontros devem ocorrer nesta quarta (10): senadores querem acesso a informações sigilosas Rovena Rosa/Agência Brasil - 19.11.2025

Senadores que acompanham o caso do Banco Master pela Comissão de Assuntos Econômicos buscam informações de fraudes financeiras junto à PF (Polícia Federal) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Os encontros, previstos para a tarde desta quarta-feira (10), miram detalhes do processo ligado à instituição financeira.


No caso da PF, existe a expectativa de uma conversa com o diretor-geral, Andrei Rodrigues, para o recebimento de orientações que norteiem o trabalho dos senadores.

Na sequência, parlamentares vão ao STF, e pretendem pleitear o acesso a documentos ligados ao caso Master que foram restritos. O pedido será levado diretamente ao presidente da Corte, Edson Fachin.


Ao R7, o líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), argumentou que o diálogo é necessário para que os parlamentares tenham acesso a informações importantes.

“Queremos conversar com o diretor da Polícia Federal para ter acesso às informações, inclusive com o presidente do Supremo, porque Toffoli colocou tudo com sigilo, e a comissão tem essa competência de requisitar documentos sigilosos. Então, nós temos que explicar isso para o ministro, para que a gente tenha acesso a tudo”, ressaltou.


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Segundo o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o objetivo do grupo é acompanhar como está ocorrendo a investigação nas diferentes esferas.

“Primeiro, nós precisamos saber quem descumpriu a legislação existente. Responsabilizar, punir e depois alterar a legislação e fortalecer o próprio papel do Banco Central, que, lamentavelmente, demorou muito a fazer a liquidação”, observou.


Comissão deve ouvir Vorcaro

Os encontros foram confirmados durante reunião nessa terça-feira (10). Na ocasião, os senadores também aprovaram 19 requerimentos para oitivas, audiências públicas e pedidos de informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Banco Central.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, o seu ex-sócio Augusto Lima, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estão na lista de convidados.

Já as audiências serão destinadas à discussão do caso do conglomerado Master e à atuação das instituições brasileiras. Além disso, têm o propósito de esclarecer as operações financeiras, aquisições de participações acionárias e os investimentos do BRB (Banco de Brasília).

Escândalo do Master

No fim do ano passado, o banco controlado por Vorcaro tinha R$ 80 bilhões em ativos e apenas 4 milhões em caixa. A suspeita é de um esquema de pirâmide, uso de empresas de fachada, triangulação por meio de fundos e carteiras fictícias.

O Master cresceu rapidamente oferecendo CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, o banco teria assumido riscos excessivos a fim de conseguir operações que “inflavam” seu balanço.

Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações. As investigações da PF e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional.

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira, motivada por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

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