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Servidor público agride mulher e criança em estacionamento de prédio no DF

Violência levou à abertura de investigação criminal e a medidas administrativas contra auditor da Controladoria-Geral da União (CGU)

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um auditor da Controladoria-Geral da União agrediu uma mulher e uma criança no DF.
  • O episódio ocorreu em um estacionamento em Águas Claras e foi registrado por câmeras de segurança.
  • A Controladoria anunciou medidas administrativas, incluindo a revogação de funções do servidor e investigação pela Corregedoria.
  • A mulher e a criança foram encaminhadas ao IML e solicitaram medidas protetivas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um auditor fiscal da CGU (Controladoria-Geral da União) agrediu uma mulher e uma criança de quatro anos no estacionamento de um prédio residencial em Águas Claras, no Distrito Federal. O episódio ocorreu em 7 de dezembro de 2025 e foi registrado por câmeras de segurança, cujas imagens foram obtidas pela reportagem. Nelas, é possível ver a violência contra as vítimas, momento em que a mulher chega a cair no chão e tenta proteger a criança. A violência levou à abertura de investigação criminal e a medidas administrativas contra o servidor público.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Elizabeth Frade, o homem não é pai da criança e a mulher mantinha um relacionamento com ele. Segundo a delegada, as agressões aconteceram no retorno de uma viagem. “Ele estava com sacolas de compras e pediu para que a criança descesse do colo da mãe para que ela o ajudasse. A criança se recusou, aparentava estar sonolenta, e diante dessa recusa ele a agrediu”, explicou. Ainda segundo Frade, ao tentar intervir, a mulher também foi atacada.


A ocorrência foi comunicada à Polícia Civil por meio de denúncia anônima, o que levou uma equipe de plantão até o endereço informado. O homem afirmou que o relacionamento havia sido encerrado e que houve um desentendimento. No local, ele fez uma ligação telefônica para a ex-namorada e repassou o aparelho a uma agente da delegacia. Durante o contato, a mulher confirmou o término e informou que, naquele momento, não pretendia registrar ocorrência.

Elizabeth Frade informou que a mulher e a criança foram ao Instituto Médico Legal (IML). “As duas passaram por exame de corpo de delito e apresentavam lesões aparentes”, disse. Segundo a delegada, foram solicitadas medidas protetivas tanto para a mãe quanto para a criança. A apuração segue sob responsabilidade da Seção de Atendimento à Mulher da 21ª DP.


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Perfil profissional

Segundo informações disponíveis em perfis públicos, o investigado exerce o cargo de auditor federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU). Ele atua na função desde 2016, após ter ingressado no órgão em 2007 como analista, e também se apresenta com atividades ligadas à educação financeira, investimentos e desenvolvimento pessoal.

Dados do Portal da Transparência indicam que a remuneração bruta mensal do servidor federal é de R$ 33.086,10. Após os descontos obrigatórios, o valor líquido recebido no período consultado é de aproximadamente R$ 24.893,21. As informações não incluem eventuais verbas indenizatórias.


Reação da CGU

Após a repercussão, a Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou nota oficial informando que os fatos devem ser apurados pelas autoridades competentes, conforme a legislação penal. No âmbito administrativo, o órgão informou que providências imediatas foram adotadas.

Entre as medidas anunciadas estão o envio do caso à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética, com abertura de investigação preliminar, a revogação da designação do servidor como substituto eventual de chefia, com publicação em edição extraordinária do Diário Oficial da União, e a restrição de acesso do servidor aos prédios da CGU enquanto durarem as apurações.


A Controladoria informou ainda que seguirá acompanhando o caso e adotará as providências cabíveis, respeitando o devido processo legal.

A reportagem tenta contato com a defesa do servidor e o espaço segue aberto para manifesrações.

Com apuração de Clara Avendaño.

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