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EUA abrem nova investigação comercial contra o Brasil, além de outros 59 mercados

Objetivo, segundo comunicado, é avaliar se essas economias permitem circulação de produtos feitos ‘com trabalho forçado’

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA iniciaram uma investigação comercial contra 59 países, incluindo o Brasil.
  • O foco é checar se estes países permitem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.
  • A medida visa combater a concorrência desleal enfrentada por produtos americanos.
  • Consultas e audiências com os governos investigados estão previstas para o próximo mês.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ao todo, 60 países escolhidos pelos Estados Unidos serão investigados por suposta prática desleal Aude Guerrucci/Reuters - Arquivo

O governo dos Estados Unidos decidiu na quinta-feira (12), abrir investigações comerciais contra 59 países e a União Europeia. O Brasil está entre os listados. O objetivo é avaliar se esses mercados permitem a entrada de produtos feitos “com trabalho forçado”, o que representaria uma “concorrência desleal” aos produtos norte-americanos.

A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). “Os governos falharam em impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado nos mercados”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado.


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A investigação foi aberta com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, instrumento legal desenhado para enfrentar práticas estrangeiras consideradas desleais e que supostamente prejudiquem o comércio dos Estados Unidos.

“Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir contra produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida assim”, acrescentou o documento assinado por Jamieson Greer.


Pela legislação estadunidense, o USTR pode reagir a medidas de governos estrangeiros vistas como “injustificáveis, irracionais ou discriminatórias” e que imponham ônus ou restrições ao comércio do país — que pode, diante disso, iniciar investigações por conta própria.

Consulta a países

Após a abertura formal da apuração, os Estados Unidos devem consultar os governos das nações investigadas. Também estão previstas audiências sobre o tema no mês que vem.


Além do Brasil e da União Europeia, a lista inclui: Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, México, Índia, Japão, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Reino Unido, Bangladesh, Egito Indonésia, Israel, Malásia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Singapura, Suíça, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

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