Silas Malafaia diz ser investigado pela PF por obstrução de Justiça no processo do golpe
Pastor teria sido incluído em inquérito sobre caso que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo
Brasília|Do R7, em Brasília
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O pastor Silas Malafaia disse, na noite desta quinta-feira (14), ter sido incluído pela Polícia Federal em um inquérito que apura obstrução de Justiça do qual também são alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo.
Malafaia postou, em uma rede social, críticas à Polícia Federal e ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Ele acusa a corporação e Moraes de perseguição e censura.
A investigação refere-se às articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para interferir no andamento do processo de tentativa de golpe de Estado no Brasil. O deputado exige a anistia dos acusados dos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
As ações do filho do ex-presidente são consideradas determinantes para a imposição, pelo governo americano, de sanções a autoridades brasileiras, bem como de uma tarifa de 50% a produtos exportados pelo Brasil aos EUA. O imposto entrou em vigor em 6 de agosto.
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Silas Malafaia organizou a manifestação de apoio a Bolsonaro no dia 3 de agosto. Na ocasião, Bolsonaro apareceu em um vídeo transmitido por redes sociais de apoiadores — o que resultou na determinação de prisão domiciliar dele em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Povo abençoado do Brasil, estou sendo investigado pela Polícia Federal. Eu reconheço a Polícia Federal, que é uma honra para os brasileiros, só que tem uma PF a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”, afirmou Malafaia.
“Obstrução de Justiça, coação no curso do processo, organização criminosa, abolição violenta do Estado democrático, ações contra autoridades e sanções internacionais contra o Brasil. Eu não falo inglês, não conheço nenhuma autoridade americana, e, o que me deixa de boca aberta, é que eu sei disso pela imprensa”, disse o pastor.
“Isso é o quê? A Polícia Federal virou a Gestapo, do Nazismo, a KGB, da União Soviética? Isso aqui está caminhando para a “venezualização”, onde o cidadão não pode criticar autoridades. Onde está isso na Constituição? É livre a manifestação de pensamento, e eu não vou me calar porque eu não tenho medo de vocês”, declarou.
Perguntas e respostas:
Quem é Silas Malafaia e qual é o motivo da investigação?
Silas Malafaia é um pastor que foi incluído pela Polícia Federal em um inquérito que investiga obstrução de Justiça. Ele é um dos alvos da investigação que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo.
O que Malafaia disse sobre a investigação?
Malafaia postou um vídeo criticando a Polícia Federal e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, acusando-os de perseguição e censura. Ele expressou sua indignação sobre a investigação e afirmou que a Polícia Federal está a serviço de Lula e de Moraes.
Qual é o contexto da investigação?
A investigação está relacionada às articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que visam interferir no processo de tentativa de golpe de Estado no Brasil. Eduardo Bolsonaro está exigindo a anistia para os acusados dos atos extremistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Quais foram as consequências das ações de Eduardo Bolsonaro?
As ações de Eduardo Bolsonaro são vistas como determinantes para a imposição de sanções pelo governo americano a autoridades brasileiras, além de uma tarifa de 50% sobre produtos exportados do Brasil para os EUA, que entrou em vigor em 6 de agosto.
O que ocorreu durante a manifestação de apoio a Bolsonaro?
Silas Malafaia organizou uma manifestação de apoio a Bolsonaro no dia 3 de agosto, onde o ex-presidente apareceu em um vídeo transmitido por redes sociais. Isso resultou na determinação de prisão domiciliar de Bolsonaro em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes.
Quais foram as declarações de Malafaia sobre a situação?
Malafaia declarou que está sendo investigado e questionou se a Polícia Federal se tornou uma entidade opressora, comparando-a à Gestapo e à KGB. Ele defendeu a liberdade de manifestação de pensamento e afirmou que não se calará diante da situação.
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