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Sob forte esquema de segurança, Anderson Torres chega à PF

Ex-ministro da Justiça depõe no inquérito sobre suposta intervenção na PRF durante o segundo turno das eleições, em 2022

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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O ex-ministro Anderson Torres não deve ficar em silêncio, segundo apuração do R7
O ex-ministro Anderson Torres não deve ficar em silêncio, segundo apuração do R7

Sob um forte esquema de segurança, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PL) Anderson Torres chegou à PF para depor sobre sua suposta interferência na Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições de 2022.

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O ex-ministro vai depor na condição de declarante, o que lhe assegura o direito ao silêncio e a garantia de não autoincriminação. Entretanto, o ex-ministro não vai ficar em silêncio, segundo apurou o R7.


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi quem determinou a oitiva. O depoimento faz parte de um inquérito sobre uma viagem do ex-ministro às vésperas do segundo turno das eleições, que teria sido realizada a fim de pedir o "apoio" da Polícia Federal e da PRF para interferir no fluxo de eleitores.

A ação do então ministro da Justiça do governo Bolsonaro teria o objetivo de atrasar eleitores da Bahia no dia da votação. O pedido à PRF teria sido feito depois da produção de um relatório que d res-chega-para-depor-na-policia-federal-08052023 etalhava os locais onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve mais votos no primeiro turno.


Outro inquérito

Torres está preso desde o dia 14 de janeiro por susposta omissão nos atos extremistas de 8 de janeiro. Ele está preso em uma cela especial no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop), no mesmo terreno do 4º Batalhão da Polícia Militar, no Guará, Distrito Federal. Na época do atos, Torres atuava como Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

No primeiro depoimento à Polícia Federal, em 18 de janeiro, o ex-secretário permaneceu calado. Em 3 de fevereiro, ele aceitou depor e falou por cerca de dez horas sobre os atos de extremismo em Brasília e afirmou que houve "falha grave" da atuação da Polícia Militar do DF naquele dia.


Torres tem recebido visitas de políticos após autorização do ministro do STF, Alexandre de Moraes. No últimpo sábado (6), senadores do PL e do União Brasil puderam conversar com o ex-ministro da Justiça. 

Pelas redes sociais, Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, afirmou que o grupo de senadores representa outros 42 parlamentares que assinaram um documento para solicitar a visita. “Para nós, a libertação de Anderson é um ato de justiça e de humanidade”, disse o senador nas redes sociais.

Os senadores entregaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes um pedido assinado por 42 parlamentares em que solicitam autorização para visitar Anderson Torres. A alegação foi de que a visita era uma “questão humanitária”.

Nos últimos dias, Torres teria sofrido uma piora no seu quadro de saúde. No entanto, um laudo elaborado pela Gerência de Serviços de Atenção Primária Prisional da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, emitido na terça-feira (2), afirma que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres está em "bom estado geral, consciente, atento e colaborativo". No mês passado, a defesa de Torres havia alegado risco de suicídio devido a problemas psiquiátricos agravados na prisão.

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