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STF cancela suspensão nacional de processos sobre ‘revisão da vida toda’ do INSS

Ações estavam paralisadas desde 2023 e voltam a tramitar após a conclusão do julgamento definitivo no Supremo

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF cancelou a suspensão nacional de processos sobre a 'revisão da vida toda' do INSS, que estavam paralisados desde julho de 2023.
  • A tese buscava incluir salários anteriores a julho de 1994 no cálculo dos benefícios do INSS.
  • A decisão do Supremo foi impactante para a União, com potencial impacto de até R$ 480 bilhões nas contas públicas.
  • Beneficiários que receberam a revisão até abril de 2024 não precisarão devolver os valores, e seus salários serão reajustados para o futuro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

STF também decidiu que segurados não deverão devolver benefícios pagos até 5 de abril de 2024 Fellipe Sampaio/STF - 22.02.2021

As ações judiciais que pedem a aplicação da tese da “revisão da vida toda” dos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltaram a correr nesta quarta-feira (11). A tramitação dos processos estava suspensa desde julho de 2023 por decisão do relator, Alexandre de Moraes. Com o julgamento já encerrado e o acórdão publicado na última terça-feira (10), o STF (Supremo Tribunal Federal) cancelou a suspensão nacional das ações sobre o tema.

A “revisão da vida toda” do INSS foi definitivamente anulada em novembro do ano passado diante da mudança de posição da corte sobre o tema em 2024.

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A tese buscava incluir, no cálculo dos benefícios do INSS, os salários anteriores a julho de 1994, quando foi implantado o Plano Real. O Supremo foi favorável ao pleito dos aposentados em dezembro de 2022. Contudo, em abril de 2024, a corte afastou a aplicação da tese.

A mudança de posição foi no julgamento de outra ação, que tratava sobre o fator previdenciário. Na ocasião, os ministros decidiram que a regra que conta os salários a partir de 1994 é obrigatória e os aposentados não podem escolher o cálculo mais favorável.

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O caso tinha grande relevância para a União, que estimou impacto de até R$ 480 bilhões para as contas públicas caso o Supremo determinasse a revisão dos benefícios.

O Supremo também decidiu que os segurados não deverão devolver benefícios pagos com base na “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 — data em que o tribunal decidiu derrubar a tese. Os honorários e as custas judiciais das ações até aquela data também não poderão ser cobrados. Mas todos os beneficiários da tese terão seus salários reajustados em relação ao futuro.

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Até 2024, muitos aposentados conseguiram decisões favoráveis para revisar o benefício. A corte considerou que eles não podem ser prejudicados porque foram à Justiça com base em entendimento favorável do Supremo que vigorava na época. De acordo com dados citados no julgamento, há cerca de 140 mil ações tramitando no Judiciário sobre o tema.

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