STF confirma prisão domiciliar de investigados por trama golpista após ação da PF
Após prisão de Silvinei Vasques no Paraguai, STF mantém medidas cautelares contra oito condenados na trama golpista
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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A ofensiva do Judiciário contra os envolvidos na tentativa de ruptura institucional ganhou mais um capítulo neste sábado (27). O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a prisão domiciliar de oito condenados por participação na trama golpista, após a realização de audiências de custódia decorrentes de uma operação da Polícia Federal.
As decisões foram tomadas um dia depois da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, detido no Paraguai ao tentar deixar o país rumo a El Salvador com documentos falsos. O episódio levou o ministro Alexandre de Moraes a endurecer as medidas contra outros envolvidos, diante do risco de novas fugas.
Dos dez alvos com prisão domiciliar decretada, dois não foram localizados pelas autoridades e, por isso, não participaram da audiência judicial. Os demais passaram pelo procedimento obrigatório, no qual a Justiça avalia a legalidade da prisão e o respeito às garantias individuais.
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As audiências foram conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, que confirmou a manutenção das medidas cautelares impostas pelo STF.
Os investigados deverão cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e estão proibidos de manter contato com outros réus ou investigados. Também ficam impedidos de utilizar redes sociais, receber visitas sem autorização judicial e manter passaportes ou documentos que permitam saída do país.
Além disso, o Supremo determinou a suspensão de qualquer autorização para porte de arma de fogo.
Quem são os investigados
- Filipe Martins, ex-assessor da Presidência;
- Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
- Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
- Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército;
- Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército.
As medidas fazem parte do conjunto de ações que investigam a atuação de núcleos envolvidos na tentativa de desestabilização institucional após as eleições presidenciais de 2022.
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