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R7 Brasília

Correções de português, mensagens na íntegra e máfia: veja detalhes do voto de Moraes

O ministro e relator do caso não reproduziu até mesmo os palavrões presentes nas mensagens da denúncia; leitura deve durar 1h30

Brasília|Rafaela Soares, Victoria Lacerda e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília


Durante a leitura do relatório do caso que pode tornar Bolsonaro e outras sete pessoas réus pela suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes mostrou um vídeo com cenas dos atos anti-democráticos de 8 de Janeiro, com pessoas nos quartéis, pessoas invadindo áreas protegidas pela PMDF (Polícia Militar do DF) e agressões.

O ministro também citou o código da máfia, ao criticar ataques a famílias de militares que não aderiram a suposta trama golpista, e corrigiu erros de português nas mensagens enviadas pelos denunciados, que foram lidas na íntegras, incluindo os palavrões (veja mais trechos abaixo).


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Se isso não é violência, o que seria?

Ao comentar as imagens mostradas, o ministro questionou: “Se isso não é violência, o que seria? […] As pessoas estavam invadindo, sempre com intenção golpista. Vamos ver várias faixas pedindo intervenção federal. Uma verdadeira guerra campal: bombas, helicópteros lançando bombas de efeito moral”, afirmou o relator do caso.


‘Organização criminosa estável’

O relator disse ainda que a denúncia mostrou todo o período de atuação e que existia uma “organização criminosa que era estável, com uma ação coordenada como estratégia do grupo”.

Máfia

Em um momento, Moraes cita uma mensagem obtida pela Polícia Federal enviada pelo Walter Braga Netto, ex-candidato à vice-presidente na chapa de Bolsonaro, passa orientação para atacar o tenente brigadeiro Batista Júnior. “Traidor da pátria. Inferniza a vida dele e da família”, diz uma parte do arquivo obtido. “Até a máfia tem um código de conduta de que os familiares são civis, não entram na guerra com os mafiosos, mas parece que aqui, nem isso foi seguido”, afirmou o relator.


Palavrões

Ainda durante a leitura do voto, Moraes leu, na íntegra, algumas mensagens dos acusados, mesmo os trechos que continham palavrões e palavras de baixo calão. Nestes momentos, o relator pediu desculpas ao outros ministros e o público que acompanha a sessão.

Imagens

Além disso, Moraes afirmou que “uma imagem vale mais do que mil palavras. Essas imagens não deixam dúvida sobre a materialidade dos crimes.”

Mudanças à caneta

A reportagem do R7 também observou que o texto do voto tem várias mudanças e marcações feitas à caneta pelo ministro.

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