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Supremo lança no Amazonas a primeira Constituição Federal em língua indígena

A tradução foi feita por indígenas bilíngues da região na língua nheengatu, conhecida como o tupi moderno, a mais falada no local

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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Tradução da Constituição feita por indígenas bilíngues
Tradução da Constituição feita por indígenas bilíngues

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, irá ao Amazonas nesta terça-feira (18) para lançar a primeira tradução oficial da Constituição Federal em língua indígena, em São Gabriel da Cachoeira. O lançamento será nesta quarta-feira (19). 

A tradução da Constituição foi feita por indígenas bilíngues da região do Alto Rio Negro e Médio Tapajós, na língua nheengatu, conhecida como o tupi moderno, a língua indígena mais falada na Amazônia. 


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“A nossa Constituição Cidadã de 1988 expressa os anseios da sociedade brasileira, em sua pluralidade e diversidade, formada ao longo dos séculos por grupos sociais das mais variadas origens étnicas, que lograram resistir à colonialidade e à escravidão. Ao traduzir a nossa Lei Maior ao idioma nheengatu, preservado por inúmeras comunidades distribuídas por toda a região amazônica, buscamos efetivar a igualdade em sentido substantivo, assegurando o acesso à informação e à Justiça e permitindo que os povos indígenas conheçam os direitos, os deveres e os fundamentos éticos e políticos que dão sustentação ao nosso Estado democrático de Direito”, afirmou a ministra Rosa Weber.

Os temas indígenas têm sido tratados com prioridade na Corte, como a definição sobre o marco civil das terras. O caso deve voltar ao plenário antes da aposentadoria de Rosa Weber, em setembro.

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