Brasília 'Supremo não é campanha', diz Dino sobre ser cotado para vaga no STF

'Supremo não é campanha', diz Dino sobre ser cotado para vaga no STF

Ministro tem sido cotado para substituir a ministra Rosa Weber, que se aposenta da Corte nesta quinta; indicação é feita por Lula

  • Brasília | Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira (27) que a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) não é "candidatura nem campanha". Dino tem sido cotado para substituir a ministra Rosa Weber, que se aposenta da Corte nesta quinta-feira (28). A indicação será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não bateu o martelo sobre o novo ministro.

"O que tenho feito é focar nas tarefas do ministério, inclusive porque temos demandas muito relevantes na área de segurança, principalmente Rio de Janeiro e Bahia, mas não só. A isso tenho dedicado meu tempo. O presidente Lula já fez dezenas de nomeações para tribunais superiores, ele conduz o processo muito bem. Ele tem uma questão de saúde a resolver. Quando se recuperar, na próxima semana, certamente vai caminhar para uma decisão. É um assunto de outubro e estamos em setembro, portanto esse assunto não existe", disse o ministro.

Em julho deste ano, em entrevista ao R7, Dino afirmou que não passava pela cabeça dele a ideia de ser indicado ao STF neste ano.

"Em primeiro lugar, não existe candidatura a ministro do Supremo. Em segundo lugar, não existe campanha para ministro do Supremo. Em terceiro lugar, é uma escolha pessoal do presidente da República. Em quarto lugar, eu sou auxiliar dele e, por isso, jamais colocaria qualquer tema que seja incômodo ou constrangedor. Em quinto, ele nunca falou sobre o assunto comigo, nem eu com ele. E em sexto, e finalmente, eu sou uma pessoa muito prática. Eu não coloco problemas que não existem. Então, eu nunca pensei nisso", afirmou.

Na ocasião, porém, o ministro não descartou totalmente a possibilidade de compor o STF. "Se um dia, talvez, daqui a um ano, daqui a dois, daqui a três, daqui a cinco, sei lá. Aí é uma outra situação que se coloca. E aí, se essa bifurcação existencial aparecer, aí eu vou parar para pensar nela. Eu tenho 55 anos. Até os 65 anos eu posso ser nomeado. Ainda tem 10 pela frente", comentou.

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