Técnicos de enfermagem acusados de assassinato em UTI têm prisão prorrogada
Suspeitos de matar três pacientes na UTI de hospital em Taguatinga, seguem presos por decisão da Justiça do DF
Brasília|Do R7
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A Justiça do Distrito Federal prorrogou por mais 30 dias, nesta terça-feira (10), a prisão dos três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento em homicídios ocorridos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os suspeitos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22.
As investigações indicam que Marcos utilizava computadores logados em nome de médicos para elaborar receitas falsas, obter medicamentos, preparar as substâncias e aplicá-las nos pacientes.
Os procedimentos não seguiam qualquer protocolo hospitalar. As injeções não eram levadas em bandejas visíveis, mas escondidas no bolso, e aplicadas de forma furtiva.
Além de medicamentos capazes de provocar parada cardíaca, o técnico teria recorrido ao uso de desinfetante quando os fármacos acabaram, realizando diversas aplicações dessa substância na presença das colegas.
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Participação das suspeitas
Segundo a polícia, Marcela Camilly estava em processo de treinamento com Marcos e acompanhou tanto a preparação quanto a aplicação das substâncias.
A investigação descarta a hipótese de que Marcela e Amanda desconhecessem os atos. Para os investigadores, ambas presenciaram situações incompatíveis com qualquer procedimento médico regular.
Confrontados com imagens do circuito interno do hospital, Marcos Vinícius e Marcela Camilly confessaram a prática dos crimes, mas não apresentaram explicações sobre a motivação.
Vítimas
João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75, morreram na UTI do Hospital Anchieta após, segundo a apuração, terem recebido substâncias aplicadas na veia pelos três técnicos de enfermagem.
As mortes ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado. As vítimas eram servidores públicos de diferentes instituições. João Clemente era supervisor de manutenção na Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal). Marcos Moreira trabalhava nos Correios, e Miranilde Pereira da Silva era professora aposentada.
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