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Técnicos de enfermagem acusados de assassinato em UTI têm prisão prorrogada

Suspeitos de matar três pacientes na UTI de hospital em Taguatinga, seguem presos por decisão da Justiça do DF

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça do DF prorrogou a prisão de três técnicos de enfermagem acusados de assassinato na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.
  • Os presos são Marcos Vinícius, Amanda Rodrigues e Marcela Camilly, suspeitos de matar três pacientes entre novembro e dezembro do ano passado.
  • A investigação revela que Marcos utilizava computadores de médicos para criar receitas falsas e administrava medicamentos de forma irregular.
  • As vítimas, todas servidores públicos, faleceram após receber substâncias letais aplicadas pelos técnicos, que não seguiam protocolos médicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo confessou os crimes, segundo a polícia
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo confessou os crimes, segundo a polícia Reprodução/Material cedido ao R7

A Justiça do Distrito Federal prorrogou por mais 30 dias, nesta terça-feira (10), a prisão dos três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento em homicídios ocorridos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os suspeitos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22.

As investigações indicam que Marcos utilizava computadores logados em nome de médicos para elaborar receitas falsas, obter medicamentos, preparar as substâncias e aplicá-las nos pacientes.


Os procedimentos não seguiam qualquer protocolo hospitalar. As injeções não eram levadas em bandejas visíveis, mas escondidas no bolso, e aplicadas de forma furtiva.

Além de medicamentos capazes de provocar parada cardíaca, o técnico teria recorrido ao uso de desinfetante quando os fármacos acabaram, realizando diversas aplicações dessa substância na presença das colegas.


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Participação das suspeitas

Segundo a polícia, Marcela Camilly estava em processo de treinamento com Marcos e acompanhou tanto a preparação quanto a aplicação das substâncias.

A investigação descarta a hipótese de que Marcela e Amanda desconhecessem os atos. Para os investigadores, ambas presenciaram situações incompatíveis com qualquer procedimento médico regular.


Confrontados com imagens do circuito interno do hospital, Marcos Vinícius e Marcela Camilly confessaram a prática dos crimes, mas não apresentaram explicações sobre a motivação.

Vítimas

João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75, morreram na UTI do Hospital Anchieta após, segundo a apuração, terem recebido substâncias aplicadas na veia pelos três técnicos de enfermagem.


As mortes ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado. As vítimas eram servidores públicos de diferentes instituições. João Clemente era supervisor de manutenção na Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal). Marcos Moreira trabalhava nos Correios, e Miranilde Pereira da Silva era professora aposentada.

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