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‘Tentativa de colar crise do Master ao governo não vai prosperar’, diz Gleisi

Ministra das Relações Institucionais disse que que não há nada que deponha contra Lewandowski no caso

Brasília|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Gleisi Hoffmann defende que não há evidências contra Ricardo Lewandowski no caso do Banco Master.
  • Lewandowski informou a Lula que se afastaria de contratos de consultoria ao assumir o ministério.
  • Gleisi afirmou que a crise do banco não está relacionada à saída de Lewandowski do governo.
  • A criação de uma CPI sobre o Master é uma decisão do Congresso, e o governo estará disponível para prestar informações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gleisi disse que Lewandowski avisou que deixaria contratos de consultoria antes de assumir ministério Gil Ferreira/SRI-PR - 18.11.25

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski avisou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de assumir o posto que tinha vário contratos de consultoria, dos quais iria se afastar para tomar posse no governo, e disse que não há nada que deponha contra o ex-ministro no caso do Banco Master.

“Ele (Lewandowski) avisou que prestava atividades privadas que ele teria que se afastar. Não sei se ele falou exatamente do Master, mas ele falou: ‘Olha, eu tenho que me afastar de atividades’”, disse a ministra em entrevista a jornalistas.

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Inicialmente, Gleisi chegou a dizer que o governo sabia do contrato específico de Lewandowski com o Master, mas depois ela se corrigiu e esclareceu que o conhecimento era dos contratos de consultoria de maneira geral.

Gleisi ressaltou ainda que as investigações da Polícia Federal que levaram à prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, foram feitas com Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e, portanto, no comando da PF.

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A ministra também negou que a saída do ministro do governo no início deste ano tenha tido qualquer relação com a crise do banco, já que vinha sendo negociada há algum tempo. Ela ressaltou que Lewandowski tinha até mesmo dado entrevistas dizendo que estaria na hora de deixar o governo antes da crise do Master estourar.

Em nota publicada na véspera, Lewandowski disse que deixou de atuar como advogado do Master logo após ser convidado por Lula para assumir o Ministério da Justiça. Ele confirmou que fora contratado pelo banco após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2023, mas afirmou que deixou de atuar para a instituição financeira ao se tornar ministro da Justiça.

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Questionada sobre a possível criação de uma CPI sobre o Master, a ministra afirmou que essa é uma decisão que cabe ao Congresso e que, se acontecer, o governo vai prestar todas as informações necessárias sobre o que foi investigado até agora.

A ministra criticou ainda o que chamou de tentativas de envolver o governo na crise do Master, com as questões sobre o contrato de consultoria de Lewandowski e o encontro que Lula teve com Vorcaro em 2024. Segundo a ministra, a reunião foi de praxe, como o presidente já teve com vários representantes do setor financeiro.

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“Quem tem muito mais explicações para dar é muito mais a oposição que o governo. Quem tinha relações com o banco Master eram eles”, disse. “Essa tentativa de colar a crise do Master no governo não vai prosperar. Eles têm muito mais que explicar”, completou.

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