Brasília Transição diz que 23 autoridades e chefes de estado confirmaram presença na posse de Lula

Transição diz que 23 autoridades e chefes de estado confirmaram presença na posse de Lula

Principal dificuldade envolve Nicolás Maduro, cuja entrada no país é proibida por causa de portaria editada pelo atual governo

  • Brasília | Plínio Aguiar e Ana Isabel Mansur, do R7 em Brasília

O futuro ministro Mauro Vieira (Itamaraty) fala no microfone; embaixador Fernando Igreja está ao seu lado, na direita; imagem foi tirada durante coletiva de imprensa no CCBB

O futuro ministro Mauro Vieira (Itamaraty) fala no microfone; embaixador Fernando Igreja está ao seu lado, na direita; imagem foi tirada durante coletiva de imprensa no CCBB

Ana Isabel Mansur / R7 / 14.12.2022

Os chefes de estado do Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Zimbábue confirmaram presença na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a equipe de organização. O evento está marcado para ocorrer em 1º de janeiro de 2023.

Os ministros de Relações Exteriores da Costa Rica, México, Palestina e Turquia ministros também disseram sim ao convite de Lula. O vice-presidente do Panamá confirmou a presença, assim como o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

As autoridades internacionais, que foram anunciadas nesta quarta-feira (14), se somam ao conjunto de outras que já haviam confirmado presença. Os representantes da Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Guiné-Bissau, Portugal e Timor Leste vão estar presentes na posse de Lula, além do rei da Espanha.

De acordo com o embaixador que participa da coordenação de organização da posse do presidente eleito, Fernando Igreja, trata-se da posse brasileira com a maior presença de chefes de estado. Foram convidados todos os países que o Brasil tem uma relação formal diplomática.

Venezuela

Uma das dificuldades estudadas pela equipe de transição é relacionada à Venezuela. Isso se deve a uma portaria editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019. O documento, assinado pelos então ministros Sergio Moro, Justiça, e Ernesto Araújo, Relações Exteriores, proíbe a entrada no Brasil de "altos funcionários do regime venezuelano".

A justificativa é que os atos do atual regime "contrariam princípios e objetivos da Constituição Federal, atentando contra a democracia, a dignidade da pessoa humana e a prevalência dos direitos humanos". Diante do cenário, a equipe de transição estuda uma saída diplomática para convidar o presidente do país, Nicolás Maduro.

Segundo o novo governo, Maduro foi "contactado" e "informado" da posse de Lula. "Ele teria de entrar antes de 1º de janeiro. Até lá, tem um impedimento da entrada no país", disse Igreja, que acrescentou que a presença do venezuelano não é certa.

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