‘Vamos ver’, diz Haddad sobre possível taxação de Trump a parceiros comerciais do Irã
Ministro comentou decisão americana em entrevista nesta terça (13), na qual também falou sobre reforma tributária e acordo Mercosul-UE
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou com a imprensa sobre a última fase da regulamentação da reforma tributária, com previsão de sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (13). Em sua fala, ele destacou os benefícios à população, como a redução no preço de produtos alimentícios, além das mudanças que devem acontecer a partir do dia 1º de janeiro de 2027.
Além dos benefícios, Haddad destacou as ferramentas de transparência presentes na reforma: “Não é só isso que está em pauta, o que está é transparência, é formalização. É uma série de efeitos subsidiários que vão agregar valor para o sistema tributário brasileiro”.

Em sua fala, o ministro exaltou os bons resultados do governo e conquistas econômicas do governo nos últimos anos, como os bons marcadores nos índices de desemprego e inflação. Ele também aproveitou o momento para fazer acenos positivos ao Congresso, que aprovou a lei tributária, ao mencionar o empenho em aprovar o texto e defender o poder dos parlamentares em fazer alterações no texto, como emendas.
Nova medida anunciada por Trump
Ainda durante a entrevista, Haddad foi questionado sobre a decisão do governo americano de taxar países que fazem negociações comerciais com o Irã. Em tom amenizador, o chefe da pasta não se aprofundou no assunto, citando que a situação ainda será analisada.
“Os Estados Unidos são um país soberano, agora, se eu for comentar cada iniciativa que é anunciada, que são praticamente diários, os anúncios são diários, uma hora é a Groenlândia, outra hora é o canal do Panamá, outra hora é a Venezuela, o sequestro, eu não trabalho, então vamos ver”, completou.
Acordo Mercosul-UE
Durante a entrevista, Fernando Haddad também comentou críticas ao acordo entre Mercosul e União Europeia. Uma delas seria sobre um eventual avanço do processo de desindustrialização do país. Segundo o ministro, o próprio setor industrial brasileiro não vê o acordo dessa forma.
“Eu até entendo os críticos do acordo, porque dizem: ‘olha, está havendo uma liberalização excessiva do comércio exterior com a Europa, isso pode trazer prejuízo’. Primeiro que não é a opinião da própria indústria. A indústria apoiou muito, a CNI e a Fiesp, apoiaram muito esse acordo. Então não é a opinião da indústria. Em segundo lugar, nós estamos num mundo muito conturbado. Nós vamos criar avenidas novas, nós vamos criar rotas novas, nós vamos fazer parcerias novas. Inclusive, do ponto de vista geopolítico, nós vamos distensionar. O Brasil pode ter um papel importante no distensionamento dessas relações que estão sendo retroalimentadas, as intenções que estão sendo retroalimentadas. E o Brasil tem um papel importante nisso”, afirma.
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