‘Celebração da COP na Amazônia’, diz secretária-executiva sobre protestos de indígenas
Grupos voltaram a se manifestar nesta sexta, após ato de terça deixar ao menos dois seguranças feridos
Brasília|Lis Cappi, do R7, enviada especial a Belém
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A secretária-executiva da COP30, Ana Toni, declarou nesta sexta-feira (14) que os protestos de povos indígenas durante a conferência “celebram” a realização do evento na Amazônia.
Ao longo desta semana, ao menos duas manifestações de maiores proporções foram vistas no Parque da Cidade, em Belém, onde ocorre a conferência das Nações Unidas que discute a mudança climática.
“Nós vimos o que aconteceu [na terça e hoje], vimos como uma celebração de uma COP na Amazônia”, declarou, em coletiva de imprensa.
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Para a secretária-executiva, os atos dão visibilidade aos povos indígenas. “O Brasil, o presidente Lula poderia ter escolhido ter uma COP em São Paulo, no Rio ou em Brasília, mas não veríamos povos indígenas, não teríamos essa discussão, não teríamos a voz deles. Eles teriam diferentes formas de protestar”, acrescentou.
Ana Toni destacou, ainda, que a COP30 mantém o diálogo com os grupos e elogiou a democracia brasileira.
“A ministra Sonia [Guajajara, dos Povos Indígenas] está negociando com eles, e a gente pôde atendê-los conforme pudemos, no máximo que pudemos. Existem diferentes formas de protestar, dentro, fora, há protocolos para isso. Nós ouvimos as suas vozes, e o Brasil, felizmente, tem uma democracia bastante forte, em que as pessoas podem protestar da forma como querem se manifestar”, completou.
A secretária-executiva chamou, ainda, de “legítimas” as manifestações. “Eles precisam ter mais esclarecimento dos processos, não só sobre a COP, mas das políticas brasileiras. Nós vamos continuar dialogando com eles tanto quanto podemos”, prometeu Ana Toni, ao afirmar que esta é “a COP mais inclusiva para os povos indígenas”.
Entenda
No protesto desta manhã, indígenas da etnia Munduruku se reuniram por volta das 5h, na entrada da área restrita da COP30 — a Zona Azul, onde ocorrem as discussões entre as autoridades.
O ato foi organizado pelo Movimento Munduruku Ipereg Ayu e pedia uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os indígenas chegaram a formar um cordão próximo do acesso ao complexo, bloqueando a passagem, o que dificultou a entrada de trabalhadores. O caminho foi liberado por volta das 9h40.
Com o ato, a segurança no local foi reforçada e militares foram posicionados nos portões da Zona Azul, para impedir tentativas de invasão.
A ONU chegou a emitir um comunicado sobre o protesto, informando não haver risco e direcionando os funcionários e comitivas a entrarem por outra entrada.
Ato anterior
No início da noite de terça (11), um grupo de manifestantes formado por indígenas e movimentos de esquerda invadiu a Zona Azul.
Na confusão, ao menos dois seguranças ficaram feridos e alguns aparelhos de segurança foram danificados.
A ONU afirmou que houve “ferimentos leves e danos superficiais”. O episódio é investigado pelo governo brasileiro e pela ONU.
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