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Zambelli pede ao STF salvo-conduto para vir ao Brasil votar na mãe

Ex-deputada quer chegar ao país na véspera das eleições e embarcar de volta para a Itália no dia 5 de outubro  

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Carla Zambelli pediu ao STF um salvo-conduto para votar em sua mãe no Brasil, sem ser presa.
  • A defesa argumenta que há mandados de prisão em aberto e questiona a imparcialidade do STF.
  • Zambelli foi condenada por crimes de invasão de sistema e porte ilegal de arma, mas está na Itália após fugir do Brasil.
  • A Justiça italiana negou sua extradição, citando dúvidas sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesa sustenta que Zambelli tem o direito de vir ao Brasil exercer o direito ao voto sem ser presa Lula Marques/Agência Brasil - Arquivo

A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) um salvo-conduto para que possa retornar ao Brasil com o objetivo de votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo.

Na peça, protocolada na segunda-feira (22), a defesa afirma haver mandados de prisão em aberto contra a Zambelli e que a Justiça italiana negou a extradição dela para o Brasil, tendo considerado duvidosa a imparcialidade da Primeira Turma do STF, colegiado responsável por duas condenações contra a ex-deputada.

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A defesa também apontou para o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master, que ainda não foi votado pelo plenário do STF, o que colocaria em dúvida a idoneidade do magistrado, relator dos casos de Zambelli.

Segundo os advogados, tais circunstâncias “recomendam a preservação cautelar da liberdade até a conclusão da apuração judicial em curso”.

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A peça sustenta que, diante de todo esse quadro, Zambelli tem o direito de vir ao Brasil exercer o direito ao voto sem ser presa.

“O risco de prisão no ingresso, na permanência ou na saída do país inviabiliza o exercício dessa finalidade e torna necessária a tutela preventiva da liberdade de locomoção”, disse a defesa.

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A ação foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relator do pedido de investigação contra Moraes.

Zambelli quer autorização para chegar ao Brasil no dia 3 de outubro, votar em 4 de outubro e embarcar de volta para a Itália no dia seguinte.

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Entenda

A ex-deputada Carla Zambelli, ainda filiada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo, em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica.

Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) realizada em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes.

A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes.

Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF, dessa vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Fuga

Após a primeira condenação, antes que fosse expedida a ordem para o cumprimento da pena, Zambelli se valeu do passaporte europeu para embarcar rumo aos Estados Unidos e depois para a Itália, onde pediu refúgio por perseguição política.

Ela chegou a ser presa em Roma a pedido do STF, por intermédio do governo brasileiro, que pediu sua extradição imediata.

A primeira instância da Justiça italiana chegou a conceder a extradição, mas a decisão acabou cassada por um tribunal de apelação, que considerou duvidosa a atuação de Moraes, por figurar como juiz e vítima no mesmo processo.

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