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Acusados de matar turista alemã podem ser condenados a 30 anos de prisão

Julgamento começou nesta segunda-feira (10)

Cidades|Do R7

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Todos os cinco acusados do assassinato da turista alemã Jeniffer

Marion Nadja Kloker, morta a tiros de revólver, no dia 16 de fevereiro de 2010 em Pernambuco, poderão ser condenados a penas que podem chegar a 30 anos.


Começou nesta segunda-feira (10), na comarca pernambucana do município metropolitano de São Lourenço da Mata, o julgamento de quatro dos cinco acusados do assassinato da turista alemã. Ela tinha 22 anos.

O marido de Jenniffer, Pablo Richardson Tonelli, seu sogro Ferdinando Tonelli, sua sogra Delma Freire, e o irmão de Delma, Dinarte Dantas de Medeiros, estão no banco dos réus. O quinto acusado, Alexsandro Neves dos Santos, que teria sido contratado para executar a vítima, teve seu julgamento suspenso e transferido para o dia 27 de fevereiro de 2012, porque seu advogado teve um problema de saúde e não compareceu.


O Conselho de Sentença é formado por seis mulheres e um homem, que tiveram seus nomes sorteados no início do julgamento, presidido pela juíza Marinês Marques Viana.

Dois delegados que trabalharam na investigação - Gleide Ângelo e Alfredo Jorge - foram arrolados como testemunhas de acusação pelo Ministério Público. Não há testemunhas de defesa. A previsão é que o julgamento se estenda até quarta-feira (12).


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Alemã naturalizada italiana, Jennifer teria sido morta, de acordo com a polícia, devido a um seguro que tinha como beneficiário o seu sogro, Ferdinando Tonelli. Ela estava em um carro alugado pela família na noite de 16 de fevereiro, junto com Pablo, Ferdinando, Delma e seu filho.


Delma e os Tonelli disseram à polícia terem sido vítimas de latrocínio (assalto seguido de morte). Segundo eles, a família havia sofrido um assalto na BR-408, em São Lourenço da Mata, e os bandidos, dois homens que estavam em uma motocicleta, teriam levado Jennifer e a executado.

A farsa foi desmontada pela polícia a partir do GPS do carro, cujo roteiro nada tinha a ver com as afirmações dadas pelo grupo. Com exceção de Delma, posteriormente, todos confessaram o crime.

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De acordo com a delegada Gleide Ângelo, as investigações também levaram à conclusão de que a união de Delma e Ferdinando era de "fachada" e que Pablo - marido de Jennifer e filho de Delma - foi adotado por Ferdinando Tonelli depois que Delma descobriu que eles tinham um relacionamento amoroso.

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