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Aneel marca reunião para tratar de medidas preventivas contra o El Niño

Para evitar crise de abastecimento nas centrais geradoras devido à previsão de estiagem, órgão vai debater com empresas do setor

Cidades|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Aneel realizará uma reunião em Manaus para discutir medidas preventivas contra o El Niño.
  • O fenômeno climático causou seca severa em 2023 e 2024, afetando o abastecimento de combustível no Norte do Brasil.
  • Representantes das empresas apresentarão informações sobre usinas dos Sistemas Isolados do Amazonas.
  • O El Niño provoca efeitos opostos no Brasil, com seca no Norte e chuvas intensas no Sul.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em 2023 e 2024, os estados do Norte foram afetados pela seca severa em decorrência do fenômeno Cadu Gomes/VPR - Arquivo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai realizar, na próxima segunda-feira (22), uma reunião com agentes do setor e de órgãos governamentais para tratar das medidas preventivas de enfrentamento ao fenômeno El Niño. O encontro ocorrerá na sede da Âmbar Energia Amazonas, em Manaus (AM).

Nos anos de 2023 e 2024, os estados do Norte foram afetados pela seca severa em decorrência desse evento climático. Na época, o cenário gerou dificuldades na navegabilidade de rios e, consequentemente, riscos ao abastecimento de combustível para as centrais geradoras responsáveis pelo atendimento de diversas localidades situadas em sistemas elétricos isolados.

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No encontro, representantes das empresas deverão apresentar informações detalhadas sobre as usinas dos Sistemas Isolados do Estado do Amazonas, incluindo produtores independentes e geração própria. A agência também pediu um plano de contingência.

El Niño

Nos próximos meses, diversos países devem começar a perceber mudanças climáticas drásticas, causadas, principalmente, pelo retorno do El Niño. O fenômeno natural é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o sul e o norte, com riscos de chuvas e períodos de seca acima da média.

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No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a tendência é de diminuição no volume das chuvas e um aumento nas temperaturas. Na contramão, a Região Sul deve registrar uma maior concentração de precipitações, o que eleva os riscos de enchentes, alagamentos e enxurradas. Assim como o Centro-Oeste, o Sudeste fica mais suscetível a ondas de calor.

Efeito do El Niño na América do Sul Luce Costa/Arte R7

Segundo meteorologistas, a expectativa é de que o fenômeno alcance forte intensidade durante a primavera, que ocorre no Hemisfério Sul entre os meses de setembro e dezembro.

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De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o impacto varia pelo país. “No entanto, quanto maior a intensidade do El Niño, maior tende a ser sua influência sobre os padrões no sistema climático do país, ao influenciar o comportamento da temperatura e da precipitação, aumentando as probabilidades de ocorrência dos impactos climáticos associados ao fenômeno”, informa o instituto.

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