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Após mais de 130 dias no hospital, vítima de incêndio na boate Kiss recebe alta

Outro jovem, Ritchieli Pedroso Lucas, de 19 anos, permanece sob cuidados médicos

Cidades|Do R7

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Uma das duas pessoas feridas na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria (RS), que ainda estavam internadas deixou o hospital nesta quarta-feira (12). A funcionária pública Renata Pase Ravanello, de 25 anos, recebeu alta do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, depois de 137 dias de tratamento contra intoxicação, queimaduras e infecção.

Formada em direito, Renata é funcionária da prefeitura de Júlio de Castilhos, próxima a Santa Maria, mas vai demorar a retomar a rotina. Ao sair do hospital, ela lembrou que terá de seguir em tratamento e ficar distante dos animais de estimação por algum tempo ainda.


Outro jovem, Ritchieli Pedroso Lucas, de 19 anos, permanece sob cuidados médicos no Hospital Mãe de Deus.

Bombeiros indiciados


Oito bombeiros foram indiciados no Inquérito Policial Militar que investigou a atuação dos militares no incêndio. O documento foi encaminhado nesta quarta-feira para a Brigada Militar em Porto Alegre.

A PM indiciou por inobservância da lei, regulamento ou instrução o capitão Alex da Rocha Camilo, sargento Renan Severo Berleze, sargento Sérgio Roberto Oliveira de Andrades, soldado Marcos Vinícius Lopes Bastide, soldado Gilson Martins Dias, soldado Vagner Guimarães Coelho. Ainda o tenente-coronel Moisés da Silva Fuchs foi indiciado por condescendência criminosa e o sargento Roberto Flávio da Silveira e Souza indiciado pelo crime de falsidade ideológica.


Conheça os sobreviventes da tragédia de Santa Maria

A Brigada Militar terá 15 dias para analisar o caso e decidir se aceita os indiciamentos. Caso concorde, o processo será encaminhado à Justiça Militar Estadual. O documento tem mais de 7.000 páginas e mais de 600 testemunhas foram ouvidas desde o dia da tragédia.


Incêndio

O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro.

O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que ao ser lançado atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.

A casa noturna estava cheia na hora que o fogo começou. Cerca de mil pessoas estariam no local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.

Relembre o caso:

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