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‘As prefeituras não podem esperar o desastre para se organizarem’, diz especialista sobre efeitos do El Niño

Novo guia da Associação Brasileira de Municípios auxilia cidades brasileiras a se prepararem para efeitos do fenômeno

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Associação Brasileira de Municípios lançou um guia para ajudar as prefeituras a se prepararem para os efeitos do El Niño, previsto para 2026.
  • O guia orienta sobre prevenção, resposta e recuperação após desastres climáticos, como enchentes e ondas de calor.
  • Eduardo Tadeu, diretor da ABM, destaca a importância de planos locais de adaptação climática e a capacitação das equipes locais.
  • O aquecimento global aumenta os riscos, com previsões de mais chuvas no Sul e secas prolongadas no Nordeste do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A ABM (Associação Brasileira de Municípios) criou um guia para ajudar as prefeituras a lidarem com os efeitos do El Niño, previstos para ocorrer com uma intensidade muito forte em 2026 no Brasil. O guia prático para enfrentamento ao super El Niño e eventos climáticos extremos traz para os gestores orientações para as etapas de prevenção, resposta e recuperação depois de desastres, enchentes, vendavais e ondas de calor.

Em entrevista ao Conexão, Eduardo Tadeu, diretor executivo da ABM, explicou que as cidades devem ter o plano “bem estudado”. É necessário discutir e apresentar os dados do levantamento das áreas de risco e da população vulnerável, além de estabelecer os objetivos que o município pretende atingir para elaborar um plano local de adaptação climática.


Segundo Eduardo, o guia ajuda a estabelecer um orçamento e subsidiar a prefeitura na procura de financiamento e recursos. Ele explicou que a cartilha foi elaborada em uma linguagem acessível, já que pequenas e médias cidades, que têm menor estrutura financeira e administrativa, também precisam se preparar. Setores como os da educação, da saúde e de segurança pública devem trabalhar juntos: “O que é mais importante é que as equipes locais estejam capacitadas para acessar as informações essenciais e enfrentar a situação”, reforçou.

Ele esclareceu que o risco aumentou devido ao aquecimento global. A previsão do super El Niño é que ele chegue ao Brasil de forma distinta: no Sul, haverá mais chuvas, o que pode causar alagamentos e enchentes; no Nordeste, a expectativa é que o período de seca se prolongue. Assim, é fundamental que as cidades se preparem cada vez mais para prevenir e enfrentar os efeitos prejudiciais dos desastres climáticos.

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