Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Governo lança plano para enfrentar o El Niño e as mudanças climáticas

Ministério da Saúde anuncia investimento de R$ 9,8 bilhões até 2035 com o objetivo de preparar o SUS para eventos extremos

Brasília|Da Agência Brasil

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde anunciou um plano de R$ 9,8 bilhões até 2035 para preparar o SUS contra eventos climáticos extremos.
  • O plano inclui 27 metas e 93 ações, como antecipação de riscos, alertas e fortalecimento dos serviços de saúde em regiões vulneráveis.
  • Serão implantados oito Centros Integrados de Saúde e Clima e um Painel Nacional de Excesso de Calor para monitorar riscos associados ao calor extremo.
  • A Força Nacional do SUS será expandida para oito bases, com capacidade de resposta a emergências em até 12 horas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre as medidas previstas estão a emissão de alertas e a criação de centros de saúde e clima Joel Rodrigues / Agência Brasília - 14.11.2023

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (30) uma série de medidas com o objetivo de preparar o SUS (Sistema Único de Saúde) para os efeitos do El Niño e os impactos das mudanças climáticas na saúde.

O plano prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões para aumentar a capacidade de preparação e a resposta da saúde pública a eventos climáticos extremos, incluindo 27 metas e 93 ações com planejamento até 2035.


Leia mais

A proposta inclui antecipar riscos climáticos e emitir alertas; preparar serviços de saúde resilientes; proteger a população, sobretudo em regiões mais vulneráveis, e fortalecer a capacidade do SUS de responder e reconstruir territórios afetados.

O programa tem como base cinco frentes, com o objetivo de antecipar riscos e obter respostas rápidas:


  1. Coordenação (sala de situação, articulação com estados, municípios e Defesa Civil);
  2. Fortalecimento da capacidade de saúde (equipes mobilizadas e reforço a territórios isolados);
  3. Comunicação (orientações claras para gestores, profissionais de saúde e população);
  4. Vigilância e alertas (monitoramento de riscos climáticos, sanitários e epidemiológicos);
  5. Reforço de insumos (medicamentos, vacinas, água segura e estrutura para resposta rápida).

A iniciativa também prevê a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. O primeiro deles, de acordo com a pasta, será inaugurado nesta quarta-feira (1º) na Bahia.

Excesso de calor

Outra ferramenta prevista é o Painel Nacional de Excesso de Calor, desenvolvido com o objetivo de apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos riscos associados ao calor extremo, incluindo um sistema de alerta precoce com até cinco dias de antecedência.


As ações incluem ainda a expansão da Força Nacional do SUS para oito bases nas cinco regiões do país, permitindo resposta mais rápida às emergências, apoio em eventos de massa e situações de desastre e estruturação da capacidade local de pronta resposta.

De acordo com a pasta, a ideia é que as equipes tenham capacidade de atender a qualquer tipo de emergência em até 12 horas, além de iniciar ações compatíveis com a complexidade do desastre em questão em até 72 horas.


O ministério também trabalha com um protocolo específico sobre calor para idosos, com orientações que incluem:

  • Oferecer água mesmo sem sede;
  • Evitar exposição ao sol durante os horários mais quentes;
  • Manter a casa ventilada, fresca e arejada;
  • Conferir se medicamentos de uso contínuo estão sendo tomados corretamente;
  • Usar soro fisiológico em caso de ressecamento dos olhos ou das narinas.

Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta considera a crise climática como um problema de saúde pública.

“A crise na saúde pública decorrente das mudanças climáticas é, talvez, uma das faces mais dolorosas e mais evidentes para a população dos impactos das mudanças climáticas”, ressaltou.

Ele destacou que um estudo recente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) contabilizou 120 mil mortes ao longo dos últimos 20 anos diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em várias regiões do país.

“A mitigação é muito importante. O esforço para reduzir emissões de carbono que impactam as mudanças climáticas é muito importante e necessário, mas a adaptação dos sistemas de saúde é algo urgente”, concluiu Padilha.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.