Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Belém perde 47 espécies de aves em 200 anos

Dados fazem parte do levantamento em torno do impacto da perda de vegetação na região

Cidades|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Em apenas 200 anos, 47 espécies de aves da Região Metropolitana de Belém, no Pará, podem ter sido extintas localmente. É o que mostra o mais recente levantamento em torno do impacto da perda de vegetação sobre a avifauna amazônica. O trabalho, publicado na revista Conservation Biology, avalia a perda regional, mas a história que conta reflete o drama da chegada do desenvolvimento à floresta.

Os pesquisadores ligados a mais de 20 instituições, entre elas Museu Paraense Emílio Goeldi, Embrapa, Universidade de Lancaster e Instituto Ambiental de Estocolmo, se valeram de identificações feitas pelos primeiros naturalistas, que chegaram a Belém no começo dos anos 1800 e do último levantamento das aves da região, de 1970.


Depois eles começaram a avaliar os registros de visualização daquelas aves depois disso e observaram que cerca de 14% das 329 de terra firme (que não são aquáticas nem migratórias) não são vistas desde 1980. Entre elas está a maior espécie de ave brasileira, o gavião-real (Harpia harpyja), e a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus). Ambas, de acordo com o estudo, devem ter sumido antes mesmo de 1900.

Leia mais notícias de Cidades


Segundo Nárgila Moura, do Goeldi, a construção de estradas, primeiramente a Real para ligar Belém a São Luís, e depois a rodovia para Bragança, foram os principais motores da perda de hábitat. No caso do gavião e da arara, ela destaca que a caça e o tráfico de animais foram fundamentais para o desaparecimento local das espécies.

O trabalho está sendo usado para alertar as autoridades para a preservação e recuperação de florestas no entorno da cidade. Nárgila explica que as aves ainda existem em um raio de até 300 km de Belém.


— Temos muitos parques urbanos e florestas, mas estão ou degradados ou são de mata secundária. Se forem recuperados, as aves podem voltar a colonizar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.