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Boate Kiss: novo julgamento é agendado para 26 de fevereiro

Em agosto do ano passado, o júri foi anulado pelo TJRS após a defesa apontar diversas falhas, como a escolha dos jurados

Cidades|Do R7

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Julgamento foi anulado em agosto do ano passado
Julgamento foi anulado em agosto do ano passado

O novo julgamento dos quatro réus pela tragédia na boate Kiss foi agendado para 26 de fevereiro de 2024. A decisão foi divulgada pelo TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) nesta quinta-feira (21). 

O júri anterior foi anulado por decisão da 1ª Câmara Criminal do TJRS, em agosto de 2022. Na época, a defesa apontou diversas falhas em relação à escolha dos jurados e afirmou que a comunicação entre eles e o juiz teria prejudicado o direito dos réus. Neste mês, a decisão foi mantida pela 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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Serão julgados: Elissandro Callegaro Spohr (sócio da boate), Mauro Londero Hoffmann (sócio da boate), Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista da banda Gurizada Fandangueira) e Luciano Bonilha Leão (produtor musical).

Trágedia

A tragédia aconteceu na noite de 27 de janeiro de 2013, na boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS). A casa noturna promovia a festa universitária Agromerados, com a apresentação da banda Gurizada Fandangueira.

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Durante a festa, o produtor de eventos do grupo, Luciano Bonilha, acendeu um artefato pirotécnico que estava na mão do então vocalista, Marcelo de Jesus dos Santos. O fogo atingiu parte do teto do estabelecimento e causou a morte de 242 pessoas. Outras 636 ficaram feridas.

As responsabilidades foram apuradas em seis processos judiciais. O principal tramitou na 1ª Vara Criminal da Comarca, foi dividido e originou outros dois. No processo criminal, os empresários e sócios da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, o vocalista Marcelo e o produtor musical Luciano Bonilha respondem por homicídio simples com dolo eventual.

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Os quatro réus foram julgados por um Conselho de Sentença, constituído de sete jurados, no plenário do Foro Central I, de Porto Alegre.

O julgamento ocorreu na capital gaúcha, porque foi concedido em 2020 um desaforamento — transferência de julgamento para outra comarca — aos réus Elissandro, Mauro e Marcelo. Somente Luciano não teve interesse na troca. No entanto, o TJRS determinou que ele se juntasse aos outros em um único julgamento.

Imagens mostram o interior da boate Kiss

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