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Cheia do Rio Madeira prejudica ano letivo em Rondônia

Escolas se transformaram em abrigos improvisados para os desabrigados

Cidades|Da Agência Brasil

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Ruas estão completamente alagadas com as fortes chuvas
Ruas estão completamente alagadas com as fortes chuvas

O nível do Rio Madeira continua subindo e atingiu na terça-feira (25) a marca dos 18,5 metros. No total, 27 escolas ribeirinhas e 16 urbanas se transformaram em abrigos improvisados. Aproximadamente 7 mil alunos estão sem aula na capital rondoniense.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Francisca das Chagas Holanda Xavier, as escolas das comunidades ribeirinhas são as mais prejudicadas, pois muitas precisarão ser reconstruídas. Ela teme, inclusive, que os alunos percam o ano letivo, que começou no dia 10 deste mês.


Segundo o tenente-coronel Denargli da Costa Farias, do Corpo de Bombeiros de Rondônia, a tendência é que chova na Bolívia nos próximos 15 a 20 dias, de acordo com informações do Sipam (Sistema de Monitoramento da Amazônia).

— Quando chove lá, a água leva cerca de quatro a cinco dias para chegar aqui, então a tendência é que aumente ainda mais o nível do rio.


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Os transtornos não se restringem à área educacional. O servidor público Sáimon Rio relata os prejuízos no trânsito da capital.

— Porto Velho já tem um trânsito bastante delicado, principalmente decorrente da vinda das hidrelétricas, o que causou um inchaço populacional aqui na capital. Agora, com a enchente no Madeira, o trânsito se torna mais delicado ainda na região central, porque o centro está bem próximo da margem do rio.


Cerca de 30 bombeiros da Força Nacional atuam em ações de busca e salvamento nas áreas atingidas pela enchente. Eles devem permanecer por 30 dias na capital. Nesta segunda-feira, eles ajudaram no deslocamento de cerca de 60 pessoas que deixaram o distrito de São Carlos, em Porto Velho. Mas, segundo o Vice-prefeito, Dalton Di Franco, 510 famílias ainda resistem em deixar o local.

De acordo com a Sala de Gerenciamento de Crise do município, 1.336 famílias foram retiradas de casa em Porto Velho e em 14 distritos da capital.

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